Setor público cruza os braços; indicativo de possível greve geral

Em: 9 de junho de 2010
Trabalhadores do setor público da Espanha realizaram greve nesta terça-feira, no que pode ser uma prévia de uma grande greve geral, em resposta aos recentes cortes de gastos anunciados pelo governo para reduzir o déficit orçamentário do país.
Trabalhadores do setor público da Espanha realizaram greve nesta terça-feira, no que pode ser uma prévia de uma grande greve geral, em resposta aos recentes cortes de gastos anunciados pelo governo para reduzir o déficit orçamentário do país.

Trabalhadores do setor público da Espanha realizaram greve nesta terça-feira, no que pode ser uma prévia de uma grande greve geral, em resposta aos recentes cortes de gastos anunciados pelo governo para reduzir o déficit orçamentário do país. Em comunicado, o sindicato Comisiones Obreras afirmou que “cerca de 75%” dos trabalhadores aderiram à paralisação, que segundo o órgão ocorria sem incidentes importantes.
Os primeiro sinais de distúrbios, porém, ficaram evidentes no início da manhã. Segundo a agência EFE, um grupo de manifestantes em Barcelona ateou fogo a vários pneus, na Avenida Diagonal, bloqueando o tráfego de uma das mais importantes vias da cidade.
A greve dos funcionários públicos é o primeiro passo de uma série de protestos preparados pelos sindicatos, que podem levar a uma greve geral. O Comisiones Obreras já informou que começou os preparativos para uma greve geral.
Os sindicatos, líderes empresariais e o Ministério do Trabalho têm negociado uma reforma no mercado de trabalho. Segundo a Comissão Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional), essa reforma é importante para complementar as medidas de austeridade já aprovadas pelo governo socialista espanhol.
“Eu gostaria de acreditar que até o último minuto nós poderíamos chegar a um acordo…A reforma trabalhista não é uma prioridade para o país”, afirmou o chefe do Comisiones Obreras, Ignacio Fernández Toxo, em entrevista à emissora de rádio Cadena Ser.
O governo espanhol, porém, liderado pelo primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero, já afirmou que aprovará a reforma trabalhista em 16 de junho, com ou sem acordo com os sindicatos e as associações patronais.
De acordo com a Comissão Europeia, o déficit de países com problemas fiscais como a Espanha deve ser reduzido para 3% do PIB (Produto Interno Bruto), até 2013. No ano passado, esse déficit ficou em 11,2% do PIB.
O déficit orçamentário espanhol cresceu por causa do crescente desemprego, após a explosão da bolha do setor imobiliário no país causar problemas em todo o setor de construção. Esse setor vinha há anos funcionando como um motor para o crescimento da Espanha.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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