Setor público cumpre com folga meta fiscal

Em: 30 de janeiro de 2008
O dado alimentou os temores de que o crescimento no primeiro trimestre de 2008 já mostre um indicador negativo e que uma recessão nos EUA esteja próxima
O dado alimentou os temores de que o crescimento no primeiro trimestre de 2008 já mostre um indicador negativo e que uma recessão nos EUA esteja próxima

O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos EUA registrou crescimento de 0,6% no quarto trimestre de 2007, segundo dados preliminares divulgados pelo Departamento do Comércio.

O dado marca um forte recuo em relação ao terceiro trimestre, quando a expansão do PIB foi de 4,9%. O índice também ficou muito abaixo do esperado por analistas e investidores, que previam um crescimento de 1,2% (a possibilidade de um resultado de 1% ou menos, no entanto, chegou a ser contemplada).

O dado alimentou os temores de que o crescimento no primeiro trimestre de 2008 já mostre um indicador negativo e que uma recessão nos EUA esteja próxima. Uma recessão é caracterizada por dois trimestres consecutivos de desempenho negativo do PIB.

A economia dos EUA, no ano passado como um todo, cresceu 2,2%, menor desempenho desde 2002, quando a expansão foi de 1,6%. Em 2006, a economia americana teve aumento de 2,9%.

O indicador do PIB referente aos investimentos fixos no setor residencial teve uma queda de 24% no trimestre passado (maior desde o quarto trimestre de 1981, quando houve retração de 35%), o que custou ao PIB 1,18 ponto percentual. No terceiro trimestre já havia ocorrido queda de 21%.

Criação de empregos

O Departamento do Trabalho dos EUA deve anunciar na sexta-feira que foram gerados no mês de janeiro cerca de 130 mil empregos no setor privado da economia americana, segundo pesquisa realizada pela consultoria americana ADP Employer Services.

Se confirmado, o número irá marcar uma reversão expressiva do dado decepcionante apresentado pelo governo no início deste mês – a criação de apenas 18 mil empregos em dezembro (resultado mais fraco desde agosto de 2003), acompanhada da elevação da taxa de desemprego de 4,7% para 5% (maior desde o mês de novembro de 2005).

O resultado da pesquisa superou as expectativas dos analistas, de criação de cerca de 40 mil a 60 mil empregos neste mês.

A expectativa de criação de empregos mostrada na pesquisa ficou em linha com a média apurada pela ADP, de 110 mil novos empregos por mês registrada no período de outubro a dezembro.

Segundo nota do banco de investimentos Goldman Sachs, divulgada após a publicação da pesquisa, o número de empregos esperado é “bastante forte’’ e é “consistente’’ com a tendência de retomada das contratações.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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