Setor tem dificuldade em repassar alta de 30% no preço do metal ao consumidor

Em: 1 de abril de 2011
Como vários setores da economia, a indústria do cobre também vem enfrentando dificuldades com a pressão de custos e com o repasse ao consumidor
Como vários setores da economia, a indústria do cobre também vem enfrentando dificuldades com a pressão de custos e com o repasse ao consumidor

Como vários setores da economia, a indústria do cobre também vem enfrentando dificuldades com a pressão de custos e com o repasse ao consumidor.
Tudo porque o preço médio da tonelada do metal saltou de US$ 7.5 mil em 2010 para US$ 9.5 no início deste ano.
Isso significa uma alta efetiva de 30%.
De acordo com Sérgio Aredes, presidente do Sindicel, entidade representante do setor, o grande problema é que a indústria não consegue repassar o aumento dos custos ao consumidor. “A indústria está repassando em torno de 12% a 13% do aumento, menos da metade”, ressalta.
“Estamos com as margens reprimidas”, sinaliza.
Os conflitos na Líbia e a crise nuclear no Japão são fatores que influenciam nos preços das commodities no mercado internacional. Aredes acredita que o aumento do cobre é apenas um movimento especulativo e logo deve voltar aos padrões normais.
“Não há uma diferença entre demanda e produção mundial que justifique a alta”, afirma.
Além da equidade entre demanda e oferta, que são, respectivamente, de cerca de 18 milhões de toneladas/ano, o empresário tem outro motivo para estar otimista.
“Passamos por uma pressão de custos muito maior em 2006, quando o preço médio da tonelada de cobre saltou de US$ 3 mil para U$$ 5 mil e, mesmo assim, a crise arrefeceu”, compara.
“Não temos como prever até quando o setor apresentará esse cenário, mas, há perspectivas de retomada do crescimento”, conclui.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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