Setor tem problemas para manter investimentos

Em: 23 de maio de 2013
Consultoria aponta produtividade, carga tributária e regulação como questões a serem corrigidas em curto prazo pelo setor de telecomunicações
Consultoria aponta produtividade, carga tributária e regulação como questões a serem corrigidas em curto prazo pelo setor de telecomunicações

Aumento de produtividade, redução da carga tributária e regulação mais clara e objetiva foram apontados pela consultora da LCA Consultores, Cláudia Viegas, como problemas que precisam ser resolvidos no curto prazo para manter os investimentos e a atratividade do setor de telecomunicações. Ela disse que apontou os índices de crescimento do setor e sua importância para a população do país. O Brasil já conta com 100 milhões de acessos de banda larga fixa e móvel, dados do último dia 7 de maio; 1,34 de telefones móveis para cada 100 habitantes; e 16,8 milhões de usuários de TV por assinatura.
Cláudia Viegas disse que além de expandir o consumo no país, o perfil do usuário também se altera, como se vê no caso do telefone móvel, que vem sendo trocado pelo smartphone.
“O Brasil vende 30 smartphones por minuto, nosso avanço é bem acima do mundial”, disse.
Para ela, a consequência é que o perfil de acesso tem mudado, uma sofistificação, e o tempo de acesso é também bem maior do que a média mundial. A consultora afirmou que o brasileiro consome o serviço com um acesso que demanda muita largura banda. Projeções apontam para um aumento de tráfego de dados de 700%, de 2012 a 2016 e para um aumento no número de usuários de internet de 144%, entre 2005 e 2011.
A consultora por outro lado reclamou da alta carga tributária do setor e também da dificuldade de compreensão e da complexidade da regra. Ela disse que no ano passado o setor recolheu R$ 51,8 bilhões de impostos federais, estaduais e municipais, além de R$ 7,4 bilhões para os fundos setoriais. No total, isto representou cinco vezes o lucro líquido das empresas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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