O governo poderá adotar medidas de estímulo a setores produtivos que vêm apresentando recuperação mais lenta após o agravamento da crise econômica, no final do ano passado, disse na terça-feira o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O ministro explicou que os setores de commodities metálicas, metal-mecânico e exportadores vêm recebendo acompanhamento especial por parte do governo, diante dos resultados apresentados nos últimos meses.
Avaliações permanentes
“Estamos fazendo avaliações permanentes. Esses setores vêm merecendo mais atenção. Não há nada definido, mas havendo necessidade e entendimento por parte do governo, poderemos adotar algumas medidas”, afirmou o ministro Paulo Bernardo, após participar da conferência anual da Iasia (Associação Internacional de Escolas e Institutos de Administração, na sigla em inglês).
Sobre o resultado da produção industrial brasileira na primeira metade de 2009, divulgado na segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), Bernardo admitiu que o desempenho foi ruim, mas ressaltou que já era esperado.
O ministro lembrou que o pior período esperado pelo governo era compreendido entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009. A partir do mês de abril, o ministro destacou que as medidas de estímulo adotadas pelo governo começaram a surtir efeito.
Petróleo e gás
“Não crescemos ainda o suficiente para compensar a queda, mas estamos bem tranquilos. Setores como o automobilístico, eletrônico e da construção estão “bombando” neste momento”, afirmou Paulo Bernardo.
O ministro do Planejamento confirmou que o governo está finalizando os textos relativos ao novo marco regulatório do setor de petróleo e gás, que serão enviados ao Congresso nos próximos dias.
Fundo social
Segundo Bernardo, as novas regras terão como pontos principais a adoção do sistema de partilha de produção, e a criação de uma estatal para administrar os recursos oriundos da produção de petróleo do pré-sal e um fundo social para direcionar a aplicação destes recursos.
Bernardo afirmou que a tributação dos campos do pré-sal vai variar de acordo com o tamanho e a produtividade de cada área. “Vai ser caso a caso. Há campos com maior vazão. Isso vai variar”, concluiu o ministro.






