Seul anuncia novos exercícios militares perto da fronteira

Em: 23 de dezembro de 2010
A Coreia do Sul realizará nos próximos dois dias novas manobras militares com fogo real perto da fronteira com a Coreia do Norte, informou ontem a agência sul-coreana Yonhap
A Coreia do Sul realizará nos próximos dois dias novas manobras militares com fogo real perto da fronteira com a Coreia do Norte, informou ontem a agência sul-coreana Yonhap

A Coreia do Sul realizará nos próximos dois dias novas manobras militares com fogo real perto da fronteira com a Coreia do Norte, informou ontem a agência sul-coreana Yonhap.
Os exercícios são um teste para a tensão na península coreana, que viveu os últimos meses sob constante troca de ameaças de retaliação. A Coreia do Sul realizou a primeira série de exercícios com munição real anteontem. A Coreia do Norte chegou a ameaçar um ataque, mas voltou atrás. Hoje, Seul anunciou manobras navais na costa leste da península coreana, no mar do Japão, em um exercício que deve durar quatro dias. Os exercícios acontecem a quase cem quilômetros da fronteira com a Coreia do Norte, com a participação de seis navios de guerra e helicópteros.
O objetivo das manobras é treinar as tropas para uma resposta em caso de invasão de submarinos ou navios de patrulha da Coreia do Norte em águas sul-coreanas. Amanhã, manobras importantes acontecerão em Pocheon, 20 km ao sul da fronteira entre as Coreias, segundo o Exército. Pocheon já foi cenário de exercícios militares similares em várias ocasiões.
As manobras terão a participação de 800 soldados, além de helicópteros, seis aviões de combate, tanques, mísseis antitanque, canhões e lança-foguetes.
“Os exercícios demonstrarão a solidez de nossa preparação militar”, declarou o comandante do 1º Batalhão Armado, Choo Eun-Sik, à agência Yonhap. “Vamos executar represálias severas caso o Norte se aventure em outro ato de provocação como o bombardeio de Yeonpyeong”, acrescentou. Em 23 de novembro, a Coreia do Norte disparou 170 peças de artilharia contra Yeonpyeong. O bombardeio, o primeiro ataque a uma zona habitada por civis desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953), matou quatro sul-coreanos e gerou uma onda de protestos ao redor do mundo.
A ilha foi o cenário dos breves exercícios militares com munição real realizados anteontem pela Coreia do Sul, apesar das ameaças de graves represálias feitas por Pyongyang.
Segundo o embaixador chinês na ONU, Wang Min, nos últimos dias as Coreias estiveram a ponto de entrar em guerra. “Esperamos que possamos manter a calma”, afirmou Min ontem. “Mas as divergências duram décadas, não são de ontem. É pouco provável que o problema possa ser resolvido em uma noite”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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