Ao se tratar da sexualidade infantil, entramos em um grande dilema! Como falar sobre esse assunto com uma criança? Que aflição! Alguns dizem: estou preparado! Mas quando surge o momento dá o branco… Tenho recebido no consultório muitos pais que vivem esse dilema. Cada vez mais, somos bombardeados com tanta informação, tanta tecnologia que nem sabemos como lidar com essas “modernizações”. As crianças sofrem cada vez mais a influência da TV, da internet, de amiguinhos, parentes e babás. E como fazer para que essas informações não venham de forma equivocada?
Precisamos ter em mente que os pais são os principais educadores de seus filhos, é neles sua maior referência. Todos os pais querem ver seus filhos bem preparados para o futuro, sendo bons profissionais, quando adultos possam viver sua sexualidade de forma consciente e responsável.
Mas aquelas perguntas básicas, que cedo ou tarde surgiram! Por que meu irmão faz xixi em pé? Ou Por que você beija o papai na boca? De onde eu nasci? Perguntas básicas que despertam curiosidade a cada fase da criança. E as mamães angustiadas, não sabem o que dizer nesse momento.
Primeiramente é importante falar sobre sexo com o seu filho na medida em que a curiosidade dele aparece, antecipar esse diálogo não é positivo até porque devemos respeitar o tempo da criança. A criança é que vai dizer qual o momento certo de falar sobre o assunto, porque ela vai perguntar, é importante responder apenas o que ela perguntar. Atualmente devido a mídia, e a relação com outras crianças na escola que muitas vezes não possuem os mesmos valores e princípios que o seu filho, o interesse pela sexualidade tem aparecido mais cedo, e isso acaba confundindo a cabeça da criança, que tem recebido informações que ainda não conseguem compreender. As novas famílias do século 21 estão crescendo cada vez mais. Um estudo apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feita em 2014, sobre Sub-registro de nascimento, mostrou que o perfil da família brasileira continua evoluindo, no ritmo dos novos tempos. Portanto seja firme em suas respostas e não crie contos de fadas ou histórias longas para responder o que seu filho quer saber.
É preciso dar uma resposta que ele possa entender, nada de usar palavras difíceis, seja prático e objetivo, não precisa ir além disso. Essas informações precisam ser passadas gradativamente. E investigar sempre que ela vir com perguntas neste contexto, pergunte! Onde ele ouviu isso? Ou quem falou com ele sobre isso? Sem agredir ou alterar a voz, calma e tranquila. Lembre-se esse é um momento novo pra você e seu filho, você esta fortalecendo o vínculo e a confiança.
Caso você não consiga falar sobre isso, procure um especialista para lhe orientar nesta fase.
Dilza Santos







