O ex-premiê mais longevo da história do Japão, Shinzo Abe, 67, morreu nesta sexta-feira, 8, após ser baleado enquanto fazia um discurso de campanha eleitoral na cidade de Nara.
A Agência Japonesa de Gerenciamento de Desastres afirmou que ele foi baleado no pescoço direito e no peito esquerdo. A polícia prendeu um suspeito, Tetsuya Yamagami, 41, sob a acusação de tentativa de homicídio antes de a morte de Abe, que foi transferido para um hospital, ser anunciada. Ele teria usado uma arma caseira.

Abe renunciou ao cargo em meados de agosto de 2020 devido a questões de saúde. Ele governava o Japão de forma ininterrupta desde 2012 após cumprir dois mandatos como primeiro-ministro.
A violência armada é rara no país, onde apenas 10 tiroteios que terminaram com mortos, feridos ou danos materiais foram registrados no ano passado, segundo estatísticas da Agência Nacional de Polícia. Nesses incidentes, uma pessoa foi morta e outras quatro ficaram feridas —os números não incluem acidentes ou suicídios.
O atual premiê japonês, Fumio Kishida, disse em uma entrevista coletiva, antes do anúncio da morte de Abe, que o ataque foi um “ato hediondo e bárbaro que não pode ser tolerado”. “Este ataque é um ato de brutalidade que aconteceu durante as eleições, que são a base de nossa democracia, e é absolutamente imperdoável”, seguiu.
O homem suspeito de atirar disse à polícia que estava descontente com o ex-premiê e pretendia matá-lo, informou a emissora NHK+. A mídia local também apurou que Yamagami já integrou a Força de Autodefesa Marítima. Abe foi atacado durante campanha eleitoral para a Câmara Alta do Parlamento. As eleições estão marcadas para domingo (10).

Ele discursava em um ato em nome de Kei Sato, 43, um membro do Partido Liberal Democrático (LDP). O ex-premiê havia iniciado a fala há menos de um minuto quando dois disparos foram ouvidos atrás dele. Sato, em uma rede social, informou que sua campanha para a Câmara Alta havia sido temporariamente suspensa.






