Um investimento de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões será feito nos próximos meses pelos novos proprietários do Manaus Shopping São José, que agora pertence ao grupo Uai Shopping, de Belo Horizonte (MG). A decisão do grupo mineiro em investir em Manaus está relacionada ao fato da cidade ser a que mais cresce no país, somado ao atrativo do PIM (Polo Industrial de Manaus).
Segundo os empresários Evandro Negrão Junior, proprietário da Sancruza Imóveis, e Elias Tergilene, da Mais Invest, que agora são os novos donos do centro de compras.Esse crescimento é percebido pelo volume de obras realizadas na capital amazonense e pelo número de empresas que aqui se instalam anualmente – tanto de capital brasileiro como estrangeiro -, além do fato de haver uma massa muito concentrada na capital e um polo industrial muito forte. “Tudo isso serve de diferencial e incentivo para quem vem para cá”, admitiram.
Evandro Junior ressaltou que Manaus está recebendo investimentos pesados: tem Copa do Mundo em 2014, indústrias grandes, um forte apelo turístico e isso tudo contribuiu para a decisão do grupo investir na capital amazonense. Esse foi o primeiro passo, já que o grupo tem projeção de construir novo shopping na cidade, que será erguido nas proximidades da Praça da Matriz, Centro.
O valor do novo Uai Shoppping a ser aberto em Manaus e quando isso vai acontecer os sócios não revelam. Responderam apenas que o projeto está em andamento. Os empresários também não quiseram informar o custo da negociação para obterem o Shopping São José, argumentando que existe um “acordo de confidencialidade” com os antigos proprietários. “O que podemos adiantar é que serão feitos investimentos pesados no shopping e que temos projeto de expansão no futuro”, admitiu Junior.
Os novos donos afirmam que têm o compromisso de deixar o Shopping São José todo arrumado e cada vez melhor. Para isso, nesta fase de transição estão ouvindo a opinião dos lojistas, dos consumidores, procurando trabalhar lado a lado com eles, que são os públicos alvo do empreendimento.
Referência local
A intenção de Junior e Tergilene é transformar o Manaus Shopping São José num local bom para o lojista e para o consumidor, de maneira que atenda a região que se dispõe, tanto em termos de lazer como de utilidades em geral. “Que a pessoa possa vir aqui, achar que o precisa, tanto em mercadorias como serviços e que seja uma referência boa na região”, disse Junior, afirmando que o centro de compras foi construído num local que tem uma área de influência privilegiada em franco crescimento, uma macrorregião grande e um público imenso. “Com os novos investimentos, a nossa expectativa é que se torne mais atrativo ainda porque trata-se de um mercado que a gente acredita muito nele”, completou.
Antes de fechar o negócio, a organização fez muita pesquisa. Os empresários conversaram com os lojistas, identificaram as dificuldades que o shopping tem e garantem que estão aqui para melhorar o empreendimento comercial e atender consumidores e lojistas. Atualmente, o shopping possui 26 mil metros quadrados, que concentram 90 pontos comerciais, 60 operadores – quiosques – e 11 consultórios médicos.
Segundo Tergilene, o lojista pode esperar da nova administração do Shopping São José uma cultura diferente, voltada para a resolução dos problemas que eles têm pendentes hoje, uma relacionamento movido de muita parceria e proximidade, abertura e transparência e uma sociedade nas modificações nos projetos de expansão. “Eles (lojistas) vão ser os nossos prioritários”, garantiu.
Estacionamento e fachada devem ganhar melhorias
Os proprietários avisam que o projeto de expansão que vai levar o centro de compras a dobrar de tamanho vai acontecer a médio e longo prazo. Por enquanto, eles admitem que vai ocorrer algumas modificações, haja vista a existência de uma lista de lojistas interessados em entrar no shopping, o que vai permitir um mix de lojas. Para isso, Junior afirma que o empreendimento será todo arrumado, incluindo estacionamento e fachada. “Não dá para ficar especulando o que vai ocorrer na expansão, porque primeiro vamos arrumar o shopping que está em obras há 15 anos – desde sua criação -, que brevemente serão terminadas, e depois iremos expandir”, enfatizou.
Mercado promissor
Ao avaliar o mercado de shopping centers, Evandro Junior disse que é muito bom e promete muito, porque agrega bons pontos de compras, conforto, lazer e segurança, fatores que estão em evidência. Ele avaliou que o mercado de shopping vai cada vez mais ganhar espaço em relação ao mercado de rua, porque oferece praticidade, segurança, conforto, comodidade, estacionamento fácil e uma grande variedade de lojas e serviços, além de ser um ambiente agradável que permite que as pessoas interajam. “Ter um lado social de lazer agregado com a busca de produtos que teria na rua, esse é o maior diferencial”, assegurou.
Quanto aos preços entre o valor cobrado na rua e no shopping, o empresário justificou que isso vai depender mais da loja do que estar no shopping ou na rua. O empresário aponta que ambos podem ter diferencial e cobrar por isso. “Se tem maior valor agregado para oferecer, a empresa pode cobrar mais. Caso contráio, não”, justificou Junior.
A Mais Invest tem três shoppings populares em Belo Horizonte. Um na capital, em Sete Lagoas (região Central) e outro em Betim (Região Metropolitana de Belo Horizonte), todos produtos de sua parceria com a italiana Doimo, que controla o Uai Shopping.
A unidade central fica em frente a Rodoviária e está estrategicamente bem posicionada porque atende não só a região do centro de Belo Horizonte, que recebe pessoas da capital e do Estado, além de públicos oriundos de outras unidades federativas que descem na rodoviária, aproveitam para comprar, comer e depois se deslocam para seus destinos. “Manaus está sendo a segunda cidade que terá dois empreendimentos – o São José e outro no centro, próximo à Igreja Matriz, cujo projeto está em andamento”, o que mostra que temos um mercado de shopping crescente porque o público alvo cresceu”, assegurou.






