Shoppings apostam em alta no volume de vendas nos últimos dias do ano

Em: 15 de dezembro de 2007
Embora com maior público circulando pelos centros comerciais, 10% em mé­­­dia acima do registrado nos meses anteriores, os exe­­­­­cutivos afirmam que as ven­­­­das
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Embora com maior público circulando pelos centros comerciais, 10% em mé­­­dia acima do registrado nos meses anteriores, os exe­­­­­cutivos afirmam que as ven­­­­das

Apesar da proximidade do Natal, os shoppings de Manaus ainda não sentiram a alta projetada para dezembro no que diz respeito ao volume de vendas. A justifica­tiva é a cultura de deixar as compras para a última ho­ra, e por isso a segunda quinzena do mês deverá ser responsável pela expansão média de 12% esperada pa­ra o período natalino.

Embora com maior público circulando pelos centros comerciais, 10% em mé­­­dia acima do registrado nos meses anteriores, os exe­­­­­cutivos afirmam que as ven­­­­das serão mesmo incrementadas somente a partir da próxima segunda-feira.

Para tanto, passarão inclusive a trabalhar com horários ainda mais estendidos, pois o fluxo de pessoas ficará acima de 30% em relação ao mês passado.

Centro de compras

No Amazonas Shopping Cen­­­ter, segundo a presidente da associação dos lojistas do centro de compras, Mercedes Braz, o volume de vendas nos dez primeiros dias do mês es­­tá dentro das expectativas.

“A tendência é aumentar a partir da segunda metade de dezembro, pois ainda tem muita gente pesquisando preços e produtos”, afirmou.­ A executiva lembrou também da segunda parcela do décimo terceira salário a ser paga até o dia 20 como ou­­­tro­ fator importante para o in­­­cremento dos negócios.

O maior centro de compras da região Norte estima aumento entre 9,5% e 13,8% no volume de vendas em re­­lação ao Natal de 2006.

A pre­sidente, no entanto, a­cre­­­­di­ta ser possível chegar a 18% de expansão em virtude das novas operações que está recebendo desde meados de novembro. Sete lojas já inauguraram nesse período, e na próxima semana, iniciam as atividades M.Martan, San­­­­­ta Lolla e Casa das Cuecas.

Clientes em potencial

Quanto ao fluxo de pessoas, a projeção é superar em 12% os 2,5 milhões de visitações no ano passado. Para atender a esses potenciais clientes, o ASC contratou 800 temporários, e ainda continua recebendo currícu­los. “As ancoras chegam a con­­tratar 20% a mais para es­ta época, como é o caso da Ren­ner, Riachuelo, C&A e Marisa”, observou Marisa.

Centros de compras também investem

No Millennium Shop–ping,­ a superintendente, Heloísa Damasceno, afirmou ser pos­­sível observar uma curva de ascensão no volume de vendas, principalmente no início do mês em vista do recebimento da primeira parcela do 13º salário. “A partir da próxima semana, contudo, nossa expectativa é de melhora significativa nos negócios”, disse ela.

O mall contratou 220 temporários para o atendi­mento ao público, cuja mé­­dia de visitação nos dez pri­­meiros dias do mês está 12% acima do observado em novembro, e 30% ante igual período de 2006. “O cinema inaugurado esse ano têm grande participação­ nes­­sa alta expressiva”, expli­cou Heloísa. São 15 mil pes­soas circulando diariamen­te pelo shopping.

De acordo com o diretor de marketing do Studio 5 Festival Mall, Maciel Veras, ainda não há dados concretos quanto ao volume de vendas, mas conforme conversa com lojistas, os negócios nos primeiros dez dias de dezembro estão no mesmo patamar de igual período de 2006.

Aquecimento nas vendas

“Embora procuremos dizer aos clientes para antecipar suas compras e evitar os atropelos característicos da reta final, isso nunca acontece. É cultura deixar tudo para última hora”, co­mentou o executivo, explicando que a projeção de crescimento deverá mesmo ser conseguida a partir da segunda metade do mês.

Quanto à expectativa de público, de 18 mil visitações diárias, Veras disse acre­ditar que a meta deverá ser atingida. Atualmente, en­­tre 14 e 15 mil pessoas pas­­sam pelo mall todos os dias.

Para o presidente da Alomiz (Associação Lojistas do Cecomiz), Demétrio Nunes Lopes, o mercado ainda está sofrendo com o que chamou de falta de aquecimento. A explicação está na facilidade com que as pessoas têm comprado carros e imóveis, comprometendo sua renda por um longo período.

“No entanto, acreditamos ser possível chegar a um crescimento acima de 10% na reta fin

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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