Shoppings faturam R$ 70 bilhões, mas se preparam para enfrentar crise

Em: 26 de dezembro de 2008
As vendas nos shoppings no período do Natal tiveram aumento real (já com o ajuste da inflação) de 3,5%, segundo dados da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping)
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As vendas nos shoppings no período do Natal tiveram aumento real (já com o ajuste da inflação) de 3,5%, segundo dados da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping)

As vendas nos shoppings no período do Natal tiveram aumento real (já com o ajuste da inflação) de 3,5%, segundo dados da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping). De janeiro a dezembro as vendas cresceram 3,5%. Entre os segmentos com melhor desempenho de vendas no Natal estão o de perfumaria e cosméticos (9%), óculos e acessórios (14%), vestuário e calçados (4%), eletroeletrônicos (3%), livros, DVDs e CDs (5%). O setor de brinquedos e bolsas, pastas, malas e artigos para viagem apresentaram queda de 5% e 4% respectivamente.
Segundo os dados do setor, em 2008 foram inaugurados 21 centros de compras, totalizando 4.647 novas lojas, gerando 46,5 mil empregos. Ao todo são 689 centros de compras no país, com 85 mil lojas. O faturamento do setor em 2008 chegou a R$ 70,7 bilhões, 6,4% a mais do que em 2007.
Há ainda 79 novos shoppings em obras, dos quais 23 devem ser inaugurados em 2009, com três mil novas lojas e 30 mil novos empregos. O faturamento do setor deve chegar a R$ 74,3 bilhões em 2009.
Segundo o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun, os shoppings devem crescer em 2009 porque já iniciaram as obras, mas se pudessem segurariam essas obras. Como as obras já se iniciaram e têm investimentos em torno de R$ 50 milhões, têm que acabar o mais rápido possível.
Ele explicou que quando essas obras estiverem prontas os empresários buscarão franqueadores e bons lojistas que precisam expandir seus negócios mesmo em época de crise econômica.

O que esperar

Para os próximos dois anos, estão previstos investimentos de R$ 8,3 bilhões no setor, mas o executivo admitiu que eles vão variar de acordo com as condições da economia. “É possível que alguns projetos que ainda estão na fase das discussões iniciais não saiam do papel”, disse. Segundo ele, a crise levará ao fechamento de muitas lojas, enquanto outras vão aproveitar o momento para crescer e investir. “É natural viver altos e baixos”, disse.

Condições trabalhistas

A Alshop informou também que pretende negociar a flexibilização dos direitos trabalhistas para evitar demissões em 2009, seguindo iniciativa do setor industrial. Conforme o presidente da entidade, Nabil Sahyoun, os empresários vão buscar um diálogo com o governo neste sentido a partir de janeiro. “É preciso que as flexibilizações durem por, no mínimo, um ano, e não apenas três meses”, disse.
Ele também defendeu a reforma tributária e a redução das taxas de juros para facilitar a manutenção do nível de emprego no país Segundo Sahyoun, o setor está evitando demissões até o final deste ano para avaliar melhor as perspectivas para 2009, e as decisões ficarão para janeiro. “Quem mais gera emprego no Brasil é o varejo e o setor de serviços. O governo tem feito muito pouco para ajudar estas empresas”, criticou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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