Siemens mantém investimentos de R$ 130 milhões em expansão no Brasil

Em: 4 de dezembro de 2008
A indústria vai manter seus investimentos de mais de R$ 50 milhões na expansão de duas fábricas de equipamentos para o setor enérgico, situadas em seu complexo industrial em Jundiaí, no interior de São Paulo
A indústria vai manter seus investimentos de mais de R$ 50 milhões na expansão de duas fábricas de equipamentos para o setor enérgico, situadas em seu complexo industrial em Jundiaí, no interior de São Paulo

A empresa de tecnologia Siemens, que na terça-feira divulgou faturamento líquido R$ 4,6 bilhões no Brasil durante o ano fiscal iniciado em outubro de 2007 e encerrado em 30 de setembro, reforça investimentos no país que neste ano fiscal devem alcançar R$ 130 milhões.
A indústria vai manter seus investimentos de mais de R$ 50 milhões na expansão de duas fábricas de equipamentos para o setor enérgico, situadas em seu complexo industrial em Jundiaí, no interior de São Paulo. “Temos de pensar nas necessidades do país no médio e longo prazos”, disse o presidente do companhia no Brasil, Adilson Primo, que afastou qualquer freada nos aportes previstos pela empresa em função da crise ­financeira mundial. “No total, vamos investir entre R$ 120 e R$ 130 milhões no país neste ano, praticamente o mesmo valor do ano fiscal passado”, enfatizou o executivo.
Primo classificou o ano de 2009 como “o momento de aproveitar as oportunidades no segmento de energia, que foi o que mais cresceu em 2008 e continuará em alta no próximo ano”. “Os projetos em energia são de longo prazo e nós estamos envolvidos em empreendimentos que estão começando, como grandes hidrelétricas e grandes linhas de transmissão no país”, afirmou o executivo.
Primo ressaltou que, para manter o crescimento econômico esperado, o Brasil terá que incrementar a sua matriz ­energética em 4.000 ou 5.000 megawatts por ano. “Vamos investir nos nossos negócios de energia para atender essa demanda”, afirmou.

Novas oportunidades

Para Primo, as atuais turbulências abrem uma janela de oportunidades para a empresa, tanto mercado interno quanto externo. “Nossos clientes, por exemplo, irão investir em tecnologia para melhorar sua eficiência energética”, disse o executivo, que também cita a desvalorização do real frente ao dólar como uma grande oportunidade para elevar as exportações da companhia. “As unidades do Brasil irão fornecer equipamentos para as Américas (do Norte, Central e Sul)”, comentou. “Nossa prioridade é o mercado interno, mas não vamos virar as costas para o externo”, acrescentou. O presidente da empresa espera que o dólar se “estabilize entre R$ 2,10 ou R$ 2,15”, câmbio considerado ideal pela Siemens. “Teremos um ganho importante de competitividade”, ressalta, ao lembrar que em agosto o câmbio situava-se em R$ 1,60.
Com os novos investimentos em Jundiaí, a empresa pretende ampliar em 50% a capacidade de fabricação de turbinas a vapor (direcionadas para o setor industrial) e em quase 30% a produção de transformadores de energia. “A expansão na unidade de transformadores tornará a unidade a terceira maior fábrica da Siemens no mundo, atrás da Alemanha e da China”, comparou Primo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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