Símbolo monetário e custo da moeda

Em: 12 de março de 2008
Pelo lado do Banco Central, a preocupação se dá em relação à conservação das cédulas e a forma como o brasileiro costuma guardá-las. Neste aspecto, 63% dos entrevistados responderam que as carregam na carteira, enquanto 27% trazem-nas no próprio bolso.
Pelo lado do Banco Central, a preocupação se dá em relação à conservação das cédulas e a forma como o brasileiro costuma guardá-las. Neste aspecto, 63% dos entrevistados responderam que as carregam na carteira, enquanto 27% trazem-nas no próprio bolso.

O Brasil tem como seus símbolos nacionais a bandeira, o selo, as armas e o hino nacional. Além destes, os quais necessitam de maior divulgação junto à população até para torná-los mais populares, temos a moeda nacional, o real, que também pode ser conhecido como um símbolo do país, entre outras razões por ter curso forçado em virtude da lei, além de estar em todos os recantos do país.
Nascido em 1º de julho de 1994, o real como moeda brasileira tem o grande mérito de, ao ter sido adotada como novo padrão monetário do país, suceder uma série de ou­tras moedas que vigoraram no país desde 1942 e foram descartadas em função do surto inflacionário.
Em 1942, o ‘mil réis’ foi substituído pelo cruzeiro (Cr$), que vigorou até 12 de fevereiro de 1967, tendo perdido os centavos em dezembro de 1964. De 1967 até maio de 1970 vigorou o cruzeiro novo (NCr$), mês no qual foi restabelecida a nomenclatura cruzeiro, o qual vigorou até março de 1986, época da ins­tituição do cruzado (Cz$), que virou cruzado novo em janeiro de 1989.
Em 15 de março de 1990 nossa moeda volta a ser denominada cruzeiro, nomenclatura que dura até 1º de agosto de 1993. A partir desta data a moeda passa a ser chamada de cruzeiro real, a antecessora do real, cuja história deixou para trás as mudanças de moeda como medida paliativa para contornar o problema da inflação.
A missão de derrotar a inflação foi cum­pri­da pelo real o qual trouxe para os brasileiros a possibilidade de pagar pequenos valores com moedas metálicas, coisa que até 1994 era praticamente impossível de fazer. O fortale­cimento do poder aquisitivo da moeda brasileira, por outro lado, ensejou também que a população voltasse a ‘entesourar’ estas moedas divisionárias, criando um problema de ocorrência renitente no país, a falta de troco no comércio.
No entanto, a relação do brasileiro com sua moeda tem um perfil próprio agora detectado pelo Banco Central em pesquisa efetivada pelo Data Folha. O estudo, divulgado nesta quarta-feira, mostra que 55% dos brasileiros recebem seus salários em espécie, dinheiro. Embora no Nordeste o percentual de pessoas que recebem sua remuneração em di­nheiro vivo atinja os 70%. O contingente dos trabalhadores que recebem o líquido do contracheque por intermédio de crédito em conta é de 29% no país.
Pelo lado do Banco Central, a preocupação se dá em relação à conservação das cédulas e a forma como o brasileiro costuma guardá-las. Neste aspecto, 63% dos entrevistados responderam que as carregam na carteira, enquanto 27% trazem-nas no próprio bolso.
Para 44% dos entrevistados, é importante que as cédulas não estejam remendadas com fita adesiva, enquanto 43% pres­tam mais atenção para checar se a cédula na está riscada ou rabiscada.
O uso do caixa eletrônico para retirada de valores indicou que 71% dos usuários retira até R$ 10, enquanto 54% fazem saques de até R$ 50.
Quanto à segurança, a pesquisa encomendada pelo Banco Central identificou que 58% dos entrevistados fazem verificação para checar se a cédula é verdadeira, enquanto os outros 42% não o fazem. Os itens mais verificados são a marca d’água, 47% checam, e o fio de segurança, visto por 40% dos declarantes.
A moeda também gera custos para ser posta em circulação. O Banco Central gastou R$ 140 milhões para substituir cédulas e mais R$ 40 milhões para produzir novas no exercício de 2007, daí a importância de conservá-las por maior tempo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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