Executivos da indústria e comércio, tecnologia, educação, minas e energia, além de representantes de classes sindicais pretendem debater, nesta sexta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado, estratégias de desenvolvimento para o Amazonas a partir dos gargalos de seus respectivos segmentos a fim de apresentarem saídas que sejam contempladas em forma de investimentos no PPA (Plano Plurianual) do governo federal.
A iniciativa, segundo os organizadores, é denominada Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional, e tem por meta a inserção de propostas viáveis frente à produção sustentável que ratifiquem a inovação das pesquisas e a competitividade dos produtos e serviços produzidos no Estado. Segundo a presidente da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, Vanessa Grazziotin (PCdoB), durante as discussões em Manaus, serão analisadas ainda projetos que contemplem simultaneamente gestão ambiental, ordenamento territorial e infra-estrutura para o desenvolvimento social e urbano. “Conseguimos envolver todas as bancadas dos nove Estados da Amazônia, com o objetivo de unificar todos os discursos em torno dos direitos e da defesa da Amazônia”, disse a parlamentar.
Na opinião de Vanessa Grazziotin, o simpósio marcará propostas para sensibilizar o governo federal em determinar políticas com recortes muito claros voltadas para o desenvolvimento sustentável da região. A idéia do evento, segundo a deputada, é resgatar o Plano Amazônia Sustentável que estabeleça prioridades e metas objetivas e mensuráveis aos projetos e ações necessárias à implementação de um plano de desenvolvimento para a região, algo como um PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) amazônico.
Dentre as propostas que serão apresentadas durante o evento, chamam atenção os projetos da CPRM (Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais) voltados para agrominerais e desenvolvimento de agricultura intensiva, verticalização do PIM (Pólo Industrial de Manaus), fornecimento de energia para sedes municipais e comunidades do interior via turbinas ecológicas e a compensação financeira pela utilização dos recursos naturais, cuja soma total estimada para investimentos alcança mais de R$ 2,5 milhões.
O diretor da CPRM (Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais), Marco Horbe, explicou que, no projeto de verticalização, a proposta é a identificação de compostos minerais utilizados nos processos produtivos das indústrias locais, de modo a instrumentar e atrair novas empresas de transformação de recursos minerais para o PIM. O custo estimado da verticalização, segundo cálculos do executivo, está em torno de R$ 500 mil.
Força dos rios pode viabilizar energia
Com relação aos programas de fornecimento de energia para comunidades rurais, estimados em R$ 1,2 milhão, Horbe apontou que a utilização de fontes renováveis de geração de energia será baseada na força hidráulica da velocidade dos rios, sem a necessidade de barramentos e reservatórios. As turbinas ecológicas poderiam abastecer, segundo o executivo, municípios e comunidades do interior do Amazonas situadas em seções de rio favoráveis à implantação desta tecnologia.
A agricultura intensiva nos municípios da região sul da Amazônia também foi frisada por Horbe como uma das propostas para receber investimentos na ordem de R$ 800 mil do governo federal. Segundo o diretor, o projeto da CPRM visa a ocupação das terras degradadas através de cultivos adaptados ao clima regional com utilização de fertilizantes e manejo do solo. O uso de insumos minerais como o NPK (nitrogênio, fósforo e potássio) a serem identificados e explorados na região, explicou o diretor, “minimizaria a expansão da agricultura extensiva em direção à floresta”.
Horbe ainda acrescentou que a CPRM quer a compensação financeira pela utilização dos recursos minerais, no sentido de redirecionar os percentuais recebidos pela União (12%), Estados (23%) e municípios (65%), para que parte destes recursos seja aplicada na su







