Sindicato aponta demissão na Envision

Em: 3 de novembro de 2008
Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Envision não se manifestou, mas fontes internas da organização confirmaram que a empresa até então não pagou a PLR, conforme já acertado no dissídio coletivo
Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Envision não se manifestou, mas fontes internas da organização confirmaram que a empresa até então não pagou a PLR, conforme já acertado no dissídio coletivo

Após os boatos acerca da possibilidade de uma demissão em massa da empresa Envision causada pela situação financeira em nível mundial, o sindicato dos metalúrgicos confirmou extra-oficialmente, na manhã de ontem, que o fim do segundo turno na fábrica de eletroeletrônico e o não-pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados da Empresa) seriam o estopim do impasse entre patrões e empregados.

Fiscalização sindical

A vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Dulce Sena, disse que, embora a Envision não tenha enviado relatório de demissões, a fiscalização sindical em visita à fábrica no início da manhã descobriu que mais de 300 funcionários teriam sido demitidos no último fim de semana. Segundo a dirigente, é nessa época que muitas empresas do PIM (Pólo Industrial de Manaus) adotam o modelo de férias coletivas, como forma de dar mais “disposição” aos seus funcionários, embora a medida sirva mais para desacelerar a produção e reduzir os estoques, quando se percebe que as vendas estão diminuindo. “A Envision até agora não apresentou esse relatório, mas sabemos que nesse número de operários não estão contabilizados os temporários, o que vai duplicar a quantidade de demitidos”, asseverou.

Silêncio da empresa

Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Envision não se manifestou, mas fontes internas da organização confirmaram que a empresa até então não pagou a PLR, conforme já acertado no dissídio coletivo.
Os dois colaboradores, que preferiram manter a identidade em sigilo, disseram que a participação nos lucros e resultados deveria ser objeto de negociação entre a empresa e os empregados, mas a diretoria tem evitado até mesmo dar um indicativo sobre quando se reunirá com os empregados. “Não bastasse isso, acabar com o segundo turno desestimulou tanto a gente, que agora não sabemos com certeza o que vai acontecer nos próximos dias”, desabafaram.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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