Em atraso há mais de três meses com suas obrigações trabalhistas, a Empresa de Vigilância e Segurança Marshal está sendo acusada pelo presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do Estado do Amazonas, Valderli da Cunha, de aplicar um golpe em seus colaboradores. O dirigente denominou o golpe de “o Golpe da Falência”.
“Existe um briga interna na Marshal, e quem está saindo perdendo é o trabalhador que no final do mês não recebe seus dividendos. Enquanto os sócios Josafá Aranha e Jéferson Anjo brigam, o trabalhador está há três meses sem receber o que lhe é devido. Na verdade, o que existe é uma trama para ludibriar os trabalhadores, uma farsa, um verdadeiro golpe”, desabafou.
“Golpe da Falência”
O presidente informou que a Marshal contraiu uma enorme dívida junto ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), e que a exemplo de outras que faliram com a certeza da impunidade, está aplicando o “Golpe da Falência”, prejudicando os pais de família que trabalham honestamente.
“O golpe está relacionado ao não pagamento de seus funcionários. O Ministério Público obrigou a empresa a pagar R$ 700 mil referentes aos salários que ainda não foram pagos, R$ 450,00 por trabalhador, dividido em três vezes. A direção da empresa sempre dá as mesmas desculpas, eles dizem que o contador se enganou e que não podem fazer nada para mudar esse quadro. Isso é um absurdo”.
De acordo com presidente, a prática de decretar falência não é nova. Empresas como Profissional, Unigel, Ajuricaba, dentre outras decretaram falência, mas logo em seguida os proprietários das mesmas constituíram outras empresas em nome de laranjas.
Vigilantes em desespero
O vigilante Anderson de Almeida (nome fictício), trabalhando há dois anos na empresa, falou que a situação dos trabalhadores é desesperadora.
“Estamos com atrasos em nossos salários, vales transporte, auxílio refeição, e ninguém da empresa justifica tamanha falta de respeito. A direção da empresa vive nos enganando e ainda faz ameaças nos intimidando, dizendo que vai nos demitir por justa causa caso faltemos ao trabalho. É uma grande falta de respeito o que a direção da empresa está fazendo, também temos nossos compromissos, filhos para criar e dívidas para pagar”, lamentou.
Proprietários em silêncio
A equipe do Jornal do Commercio entrou em contato com a direção da Empresa Marshal que preferiu não se pronunciar sobre as acusações feitas pelo Sindicato.







