Após incêndio que vitimou gravemente dois operários da Reman (Refinaria Isaac Sabbá), na noite do último domingo (1º) em Manaus, a direção do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros no Amazonas) aguarda os resultados da investigação sobre as causas do acidente para cobrar possíveis melhorias nas condições de trabalho. De acordo com o presidente Acácio Carneiro, o caso já foi repassado para a Federação Nacional dos Petroleiros e deverá ser discutido no âmbito nacional.
“Nosso caso já ‘está nacional’. Já repassamos para a Federação e vamos discutir com os outros sindicatos para ver as medidas que vamos tomar como Federação”, explicou.
Segundo o sindicalista, o Sindpetro já solicitou a criação de uma Comissão que irá investigar o sinistro para, somente depois de apontadas as causas, reivindicar soluções junto à Petrobras. Ele afirma que o Sindicato vinha alertando a empresa sobre a falta de investimentos em segurança.
“Colocamos o nosso nome para participar de uma Comissão para fazer a investigação do acidente, apurar as causas e, em cima dessas apurações, cobrar as mudanças necessárias. Se for equipamento, a gente cobra. Nós já vínhamos cobrando essas melhorias em termos de equipamentos”, informou Acácio.
Acácio informou ainda que, embora exista a possibilidade, uma mobilização da categoria ainda não foi discutida com a direção. “A gente até tem a possibilidade de discutir, mas primeiro a gente quer verificar qual foi a causa do acidente”, enfatizou.
Petrobras
Após o acidente, a Petrobras informou por meio de nota que as causas do incêndio estão sendo apuradas. A multinacional acrescentou ainda que, na ocasião do incêndio, a Unidade de Craqueamento Catalítico (U-2221) estava sendo preparada para entrar em manutenção programada e que a equipe de contingência da unidade foi prontamente acionada, e o incidente controlado rapidamente. Ainda segundo a assessoria da Petrobras, a produção não será interrompida e o abastecimento ao mercado não será afetado.
O caso
No último domingo uma explosão na Refinaria de Manaus – Reman, na área da UFCC, fato que resultou no ferimento de três trabalhadores da Petrobrás. O técnico de operação, José Alberto Lima dos Santos sofreu queimaduras leves e foi liberado após atendimento no Pronto Socorro 28 de Agosto. Os outros dois técnicos de operações, Hidek Konasugawa e Igo Martins, tiveram 34% e 23% dos corpos queimados, respectivamente e continuam internados na unidade e, segundo informações do Sindpetro, não correm risco de morte.
A mesma nota informou que desde o primeiro momento, a Petrobras está em contato com os familiares das vítimas para prestar apoio e oferecer a assistência necessária e que não houve danos ambientais.







