Se depender dos planos do Sine/AM (Sistema Nacional de Emprego do Amazonas), em torno de 5.000 desempregados estarão inseridos no mercado de trabalho da região ainda neste ano, acabando em parte com o problema da grande demanda de vagas em relação ao número de trabalhadores com qualificação técnica.
A partir da segunda quinzena de março terá início o Plantec (Plano Nacional Territorial de Qualificação), que dará qualificação social e profissional à população e deverá oferecer 860 vagas. A ação inclui municípios como Parintins (a 325 km de Manaus), Itacoatiara (a 170 km) e Rio Preto da Eva (a 80 km). As inscrições para os cursos deverão ser feitas nos postos municipais do Sine/AM em cada cidade, gratuitamente. “Nossa meta é qualificar mais de 5.000 trabalhadores este ano para terem a mão de obra especializada”, explicou o coordenador do Sine Amazonas, Paulo Junior.
Somente em janeiro deste ano, segundo a estatística do órgão, o Sine contou com 2.252 inscritos, contra 1.825 no mesmo mês em 2010. Foram oferecidas 1.355 vagas de emprego, enquanto em janeiro de 2010 foram 1.002 , tendo um crescimento de 35% na oferta. Um total de 2.818 trabalhadores foram encaminhados para o mercado e os números demonstram a falha pela falta de qualificação, apenas 558 foram colocados.
Dos 558 trabalhadores que conquistaram emprego: seis ficaram para a indústria (291 vagas oferecidas), 33 na construção civil (144 vagas), 16 no comércio (191 vagas), 502 em segmento de serviços (721) e somente um em atividade não qualificada pela estatística (8).
Sem qualificação
Segundo o coordenador, somente no PIM (Polo Industrial de Manaus) existem mais de 16 mil vagas que não foram preenchidas em razão da falta de qualificação técnica, sendo 4.000 como soldador. As estatísticas apontam que em janeiro deste ano o número de pessoas que conseguiu emprego cresceu 64% em comparação ao mesmo mês em 2010. Para o coordenador, o aumento da oferta de vagas se deve ao fato da entrada de novas empresas no Polo, além do grande número de vagas oferecidas pelo comércio local e a demanda da construção civil, que continua liderando o ranking da oferta em razão da falta de conhecimento técnico específico. “A qualificação ainda é uma das dificuldades e nossos projetos para 2011 visam oferecer cursos para suprir essas vagas na área de construção civil”, explicou Paulo Junior.
Ainda na segunda quinzena de março o Sine deverá disponibilizar vagas para cursos voltados para o trabalhador dos transportes coletivos (cobrador, mecânico, motorista) e de comércio e serviços (inglês, espanhol).






