A interdição serria feita por indígenas e produtores rurais em protesto às péssimas condições de tráfego na estrada do lado amazonense. Diante da ausência de uma definição para o asfaltamento, de cerca dos 100 quilômetros da rodovia, Sinésio está propondo o encaminhamento, por meio da Comissão de Administração, Serviços Públicos, Transporte e Obras, de expediente ao Denit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transporte) e ao ministro do Transporte, Alfredo Nascimento, cobrando uma solução urgente para a BR.
Em pronunciamento, o líder do governo alertou sobre a existência de má vontade política e tratamento diferenciado, entre o Amazonas e o Acre, pelo Ministério do Meio Ambiente, que está impondo obstáculos para a realização das obras e disse estar encaminhando ofícios ao Ministério do Transporte e que irá comunicar o fato diretamente ao presidente Lula, cuja vinda a Manaus está prevista para a próxima terça-feira (06).
A falta de condições de trafego na BR-317, que tem 200 quilômetros e começou a ser construída há mais de 40 anos, levou um grupo de agricultores e indígenas a anunciar o bloqueio da rodovia, em protesto contra a situação. “Caso o bloqueio dure mais de uma semana, Boca do Acre sofrerá ameaça no abastecimento de combustível, gás de cozinha e outros gêneros como remédios”, alertou.
Sinésio Campos protestou contra o fato de a assessoria de comunicação do Ministério do Transporte ter informado, ainda em 2007, a existência de recursos, no Orçamento Geral da União, da ordem de R$ 50 milhões, para o asfaltamento de 50 quilômetros da rodovia. Contudo, as obras não puderam ser realizadas pela falta do EIA (Estudo Prévio de Impacto Ambiental) e o Rima (Relatório de Impacto Ambiental) para o licenciamento ambiental pelo Ibama. “A BR-317 é uma estrada interestadual, portanto de responsabilidade da União, mas todos os anos é o Governo do Estado é que tem destinado recursos para a manutenção que, no ano passado, consumiu R$ 300 mil. Agora, se o problema for de ordem ambiental, o Ministério do Meio Ambiente precisa esclarecer o porquê de a metade da rodovia -do lado acreano- ter sido asfaltada. Será que existe um lado do bem que não tem impacto e um lado do mal que destrói o meio ambiente”? questionou.
Amazonas é alvo de discriminação
O parlamentar também disse estranhar o fato de a região de Boca do Acre estar sob a jurisdição do Ibama do Acre e não do Amazonas. Para o deputado o Amazonas está sendo alvo de discriminação e má vontade política pelo Instituto Chico Mendes – antigo Ibama, que estaria utilizando como empecilho a falta do estudo de impacto ambiental.
“Estudo que acredito ser uma responsabilidade do próprio Denit, que pode contratar institutos ou empresas para a realização do relatório. Diante desse impasse, vamos cobrar do Ministério dos Transportes esclarecimentos sobre quem é o responsável por essa situação, porque não há mais desculpas para o descaso”.
Sinésio ressaltou que a estrada já existe e não vai ser preciso derrubar nenhuma árvore, além de ser importante tanto para Boca do Acre quanto para o Acre, portanto não haveria justificativa para que, após tantas décadas, a rodovia ainda não tenha sido concluída. “Esse filme nós já assistimos com a BR-319, cuja obra foi embargada sob a mesma alegação. As coisas, pelo jeito só são possíveis do lado do Acre. E, isso é tratamento desigual”, acusou.
Encontro em
Boca do Acre
O deputado Adjuto Afonso (PP), ao pedir um aparte ao deputado Sinésio, destacou que os ânimos em Boca do Acre estão acirrados e solicitou apoio de Sinésio Campos para um encontro entre o prefeito de Boca do Acre, Iran Lima (PMDB) e o governador Eduardo Braga, para apresentar à população de Boca do Acre uma solução. Adjuto ressaltou ainda que a precariedade da estrada traz prejuízos a Boca do Acre e a outros municípios como Pauini. A pecuária é a base da economia na região e o escoamento é feito pela BR-317, inclusive para o mercado acreano, que consome carne de re







