Sistema permite monitoramento de rebanho

Em: 15 de julho de 2008
Laboratório da USP cria sistema que deve permitir a coleta e acesso de dados e imagens do rebanho via internet com um menor custo do que soluções disponíveis atualmente no mercado
Laboratório da USP cria sistema que deve permitir a coleta e acesso de dados e imagens do rebanho via internet com um menor custo do que soluções disponíveis atualmente no mercado

No campus da USP de Pirassununga, pesquisadores montaram o protótipo de uma rede de sensores de localização de animais que pode ser usada tanto por criadores para monitorar os rebanhos quanto por zootécnicos para efetuar pesquisas de campo. O projeto, desenvolvido no Lafac (Laboratório de Física Aplicada e Computacional) da FZEA (Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos) da USP, permitirá a coleta e acesso de dados e imagens do rebanho via internet com um menor custo do que soluções disponíveis atualmente no mercado.
Em áreas maiores de criação extensiva com rebanhos numerosos é difícil realizar o monitoramento manual de cada animal, principalmente quanto se trata de coleta de dados fisiológicos que demandem a não interferência no comportamento natural. Redes de sensores sem fio (Wireless Sensor Network) têm se mostrado eficientes para esta tarefa, permitindo a automação dos processos de monitoração das atividades do rebanho.
Porém, os sensores existentes no mercado, baseados no GPS (Global Position Service), custam de US$ 200 a US$ 300 cada um, valor que pode inviabilizar o uso desta tecnologia para monitoramento de um número maior de animais, como é o caso da pecuária extensiva. “A tecnologia proposta pela equipe do Lafac não é capaz de fornecer a localização exata do animal, mas apenas sua posição em relação à torre de recepção mais próxima. Em compensação, o custo, que ainda está sendo calculado, ficará bem abaixo do valor do GPS”, explicou o analista de sistemas Adriano Rogério Bruno Tech, pesquisador do Lafac.

Sensor acoplado ao animal faz coleta de dados

O sensor sem fio acoplado ao animal, chamado de Estação Radio Base Móvel, envia dados para a Estação Radio Base Fixa (torre) mais próxima por meio de ondas eletromagnéticas. Os dados são então armazenados em um computador central e podem ser acessados via internet de qualquer lugar. Além de dados telemétricos (localização) e fisiológicos recebidos das estações móveis como, por exemplo, a temperatura do animal, as estações fixas enviam imagens do local, captadas por meio de uma câmera IP sem fio.

Ferramenta on-line

A ferramenta on-line de gerenciamento dos dados e imagens, chamada “e-Lafac”, permite a criação de um e-Science (software para uso em pesquisa científica) zootécnico, e também foi desenvolvida no Lafac. Com o e-Lafac, o zootécnico poderá rastrear o animal e visualizá-lo de qualquer computador com acesso à internet, tornando mais fácil a coleta de dados de um animal específico ou de um rebanho para fins diversos. Além de não ser intrusiva, não ocasionando desconforto ao animal, a técnica pode colaborar, por exemplo, com a identificação das fêmeas no cio, e com o estudo do comportamento de touros e vacas de uma área determinada, sendo de grande utilidade à indústria pecuária.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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