Sobe nível de emprego na indústria brasileira

Em: 14 de janeiro de 2008
Em relação a igual mês do ano anterior, a taxa de emprego na indústria apresentou crescimento de 3,9%, a maior taxa desde dezembro de 2004
Em relação a igual mês do ano anterior, a taxa de emprego na indústria apresentou crescimento de 3,9%, a maior taxa desde dezembro de 2004

O nível de emprego na indústria brasileira subiu 0,3% em novembro. É o quinto mês consecutivo que o índice medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apresenta alta, na comparação com o mês imediatamente anterior.

Em relação a igual mês do ano anterior, a taxa de emprego na indústria apresentou crescimento de 3,9%, a maior taxa desde dezembro de 2004, quando a expansão chegou a 4,1%. De janeiro a novembro, esse índice acumula alta de 2,1% (maior aumento anual na série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2002), e no acumulado dos últimos 12 meses, de 2%.

No confronto com novembro de 2006, o contingente de trabalhadores cresceu em 12 dos 18 segmentos e em 12 dos 14 locais pesquisados. Setorialmente, os maiores impactos positivos, na média nacional de empregos, vieram de alimentos e bebidas (4,8%), meios de transporte (11,8%) e máquinas e equipamentos (10,3%).

Por região, São Paulo (6,5%) exerceu a maior contribuição no total do país de novembro de 2006 para 2007. O Estado representa 37% do total empregado na indústria brasileira.

O emprego na indústria do Paraná cresceu 4,6%, e na região Norte e Centro-Oeste teve expansão de 4,3%. Em sentido contrário, Espírito Santo (-4,5%) e Ceará (-1,3%) foram as únicas regiões pesquisadas que apresentaram decréscimo nesse índice.

De janeiro a novembro, 13 locais e 12 segmentos registraram mais empregados em relação a igual período em 2006.

Destacam-se alimentos e bebidas (4,3%), meios de transporte (7,3%), produtos de metal (6,9%) e máquinas e equipamentos (6,6%). Por outro lado, calçados e artigos de couro (-7,1%), vestuário (-3,7%) e madeira (-5,8%) exerceram os principais impactos negativos no índice geral.

São Paulo (3,5%), Paraná (2,9%) e região Nordeste (1,4%) foram os principais destaques nessa comparação.

De acordo com o IBGE, “a evolução positiva dos índices do emprego industrial está em linha com o maior dinamismo da atividade produtiva ao longo de 2007”. O comunicado do órgão ressalta que o acumulado no ano (2,1%) aponta até novembro resultado superior ao fechamento de 2004 (1,8%), ano em que a produção cresceu 8,3%. Já o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 3,5% entre outubro e novembro, na série com ajuste sazonal, resultado que interrompe uma seqüência de cinco taxas positivas.

Sobre o ano de 2006, porém, a renda também teve a maior expansão desde dezembro de 2004, de 6,4%.

Trabalho formal cresceu em áreas de menor escolaridade

O crescimento na geração de empregos formais vem ocorrendo principalmente em ocupações de baixa escolaridade e salários menores.

Enquanto isso, posições de supervisão e gerência foram as que mais fecharam vagas entre 2003 e 2006, época do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio e período que abrange o ranking de ocupações elaborado pelo Ministério do Trabalho a pedido da Folha.

O levantamento mostra as 15 atividades que mais geraram postos e as 15 que mais fecharam vagas. Entre as profissões que mais ganharam, lideram a lista as funções de vendedor de comércio varejista, trabalhador de linha de produção e auxiliar de escritório. Entre aquelas que perderam, lideram os cargos de supervisor administrativo, gerente de loja e supermercado e mestre de obras. Das 15 ocupações em queda, ao menos cinco são relacionadas ao setor bancário, que vem experimentando uma onda de fusões.

Até novembro, segundo os últimos dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Ministério do Trabalho registrou a criação de 1.936.806 postos de trabalho, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2006. Em 12 meses, encerrados em novembro, a criação de vagas com carteira assinada está em 1.619.313, também recorde e 5,81% sobre os 12 meses imediatamente anteriores.

De acordo com os dados do Caged, em novembro o comércio foi o que mais gerou vagas, com 99.677 postos. Em seguida aparece, o setor de serviços (62.422 postos) e de

Redação

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