Sobras de madeira e caroço do açaí são usados para combustão

Em: 8 de junho de 2009
A crescente preocupação com o meio ambiente incentiva a busca por alternativas de produção mais sustentáveis e, no Amazonas, as olarias têm buscado novas fontes de energia para que possam atuar de forma sustentável
A crescente preocupação com o meio ambiente incentiva a busca por alternativas de produção mais sustentáveis e, no Amazonas, as olarias têm buscado novas fontes de energia para que possam atuar de forma sustentável

A crescente preocupação com o meio ambiente incentiva a busca por alternativas de produção mais sustentáveis e, no Amazonas, as olarias têm buscado novas fontes de energia para que possam atuar de forma sustentável. De acordo com a Agência Sebrae de Notícias, o projeto do Polo Oleiro e Ceramista dos municípios de Iranduba e Manacapuru, desenvolvido pelo Sebrae no Estado, incentiva o uso de materiais como sobras de madeiras e dejetos do açaí para combustão.
O gestor pelo Sebrae/AM do Polo Oleiro, Marcus Lima, disse que a pesquisa por fontes alternativas ao uso da lenha de madeira nativa ganhou impulso em outubro de 2008, a partir de uma visita a uma empresa em São Miguel do Guamá (PA) que utilizava resíduos como principal material para a queima em seus fornos.
Atualmente as 15 empresas que compõem o polo nos dois municípios amazone­n­ses usam os resíduos como 50% de sua matriz energética. “Conseguimos alternativas com sobras das indústrias moveleira e serralheira, podas de árvores e até mesmo restos de demolição das casas de madeira que estavam nos igarapés e que serão substituídas por moradias de alvenaria”, explicou Lima.
O gestor adiantou que o Sebrae/AM e o Governo do Estado iniciaram um estudo para verificar a viabilidade de ser montado, em Manaus, uma central que serviria para receber resíduos sólidos, triturá-los e encaminhá-los às olarias e cerâmicas do interior.

Fornecimento de caroços

Além das sobras de madeira, outra fonte utilizada como matriz energética no polo é o caroço do açaí. Descartada na produção do alimento, essa parte da fruta torna-se um pro­blema ambiental. “Quando o caroço se decompõe, tende a poluir o solo e a água”, disse.
Por meio de parceria com a Agroindústria da Cooperativa Mista de Fruticultura e Açaí de Codajás, foi possível viabilizar o fornecimento dos caroços.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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