Sony espera lucrar quase 60% menos no fechamento do ano

Em: 23 de outubro de 2008
A fabricante ­japonesa ­cortou em 37,5% sua ­projeção de ­lucro ­líquido para o ano ­fiscal, que ­termina em março de 2009.
A fabricante ­japonesa ­cortou em 37,5% sua ­projeção de ­lucro ­líquido para o ano ­fiscal, que ­termina em março de 2009.

Aempresa diminuiu a projeção dos 240 bi­lhões de ienes estimados em julho para 150 bi­lhões de ienes, cerca de US$ 1.5 bi­lhão. A nova estimativa re­presenta uma queda de 59,3% em comparação com o lucro líquido de 369,4 bi­lhões de ienes anunciado pela empresa no último ano fiscal, e é bastante inferior aos 206,3 bilhões de ienes previstos por analistas.
A Sony também reduziu sua previsão de lucro ­operacional em mais da metade, de 470 bilhões para 200 bilhões de ienes. A empresa disse ainda que prevê anunciar na semana que vem queda de mais de 70% de seu lucro líquido no trimestre de julho a setembro, para 21 bi­lhões de ienes, de 73,7 bilhões de ienes de igual período do ano passado.
Como muitas de suas concorrentes japonesas, a Sony obtém um grande porcentual de sua receita em euros e dólares. Cerca de um quarto de suas vendas ocorrem na Europa, e 27% nos EUA, o que significa que a empresa não está exposta apenas ao crescente temor com a queda dos gastos dos consumidores nessas economias, como também à apreciação do iene, visto como moeda segura, frente ao euro e ao dólar.
A empresa disse que agora prevê que o euro valerá em média 140 ienes no segundo semestre fiscal, que termina em março, ante 162 ienes previstos em julho. Para o dólar, a previsão média recuou de 105 para 100 ienes. Mas essas moedas já estão operando abaixo desses níveis hoje. Às 10 horas (de Brasília), o dólar valia 97,01 ienes e o euro era trocado por 124,02 ienes.
O grupo prevê vender 16 milhões de televisores de display de cristal líquido no ano fiscal. A estimativa anterior era de 17 milhões. As ações da companhia fecharam em baixa de 6,3% na bolsa de Tóquio. As informações são da Dow Jones (IN).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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