O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinholds Stephanes, deverá visitar, ainda este mês, o município de Nova Olinda do Norte, a 170 quilômetros de Manaus, no rio Madeira, para analisar a viabilidade técnica e econômica de construção de uma nova matriz para a produção de fertilizantes no Brasil, com a exploração da Silvinita no Amazonas. O ministro virá acompanhado de técnicos para a avaliação do potencial da jazida de potássio. O anuncio foi feito ontem, pelo líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Sinésio Campos (PT).
Na reunião com o técnico de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Ali Aidersi Saab, na terça-feira, no Ministério da Agricultura, o deputado petista recebeu a garantir da visita de Stephanes ao Amazonas, mediante a construção de uma agenda com os governos do federal e estadual para discutir a implantação de uma indústria de fertilizantes no Estado. “O ministro defende a mesma ideia de tornar o Brasil auto-suficiente no potássio”, disse.
Sinésio Campos afirmou que, a partir de quinta-feira, 7, vai se reunir com o governador Eduardo Braga para montar um plano de ação no sentido de facilitar a implantação de uma nova matriz para a produção de fertilizantes no Amazonas. “Estamos confiantes de que, a partir de agora, com o sinal do Ministério da Agricultura e a parceria do governador, a região do rio Madeira vai se desenvolver economicamente”.
O deputado lembrou que, além do Ministério da Agricultura, na semana passada, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, anunciou que a estatal vai enviar, em 10 dez dias, carta convite as empresas interessadas fazer parceria para exploração da Silvinita em Nova Olinda. Segundo Costa, as empresas terão o prazo de 60 dias para apresentar propostas.
A audiência, realizada no edifício-sede do Ministério da Agricultura, na manhã de ontem, teve a presença do prefeito de Nova Olinda do Norte, Adenilson Reis, do presidente da Câmara daquele município, Oliveira Neto, do secretário executivo de Geodiversidade, Daniel Nava e do assessor técnico de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Ali Aidersi Saab.
Sinésio ressalta que o apoio do Ministério é importante para consolidar o projeto e para o desenvolvimento do país. Hoje, o déficit mundial em produção do potássio gira em torno de 6 milhões de toneladas, sendo que atualmente o produto vem sendo negociado pelo preço de 1.500 dólares a tonelada, impulsionando a inflação aumento de preço dos alimentos e, consequentemente, na cesta básica. “O Brasil importa 92% do produto, enquanto a jazida de potássio do Amazonas é a 2º maior do mundo em extensão (400km), o que tornaria o país independente, produzindo fertilizantes para desenvolver a produção de biodiesel, etanol e baratear o preço dos alimentos”.
Na avaliação do deputado, que defende a ideia desde 2003, a extração da silvinita é estratégica para o Amazonas e para o País, tendo em vista que o Brasil em 2007 importou mais de quatro milhões de toneladas de potássio demandadas pelo pólo agrícola nacional dados da ANDA (Agência Nacional de Difusão de Adubos).
Apenas 40 países produzem o fósforo, e outros 12 o potássio (elementos que, junto com os hidrogenados, são os principais componentes do adubo químico). A reserva de silvinita, localizada nos municípios de Nova Olinda e Itacoatiara, tem cerca de um bilhão e dois milhões de toneladas –com potencial de extração estimado para 100 anos, tornando o Brasil autossuficiente e permitindo a formação de um novo parque industrial no Amazonas –o cloroquímico –evitando assim que o produto saia “in natura” do Estado.
Stephanes fará visita técnica as áreas das jazidas de Silvinita
Em: 6 de maio de 2009
O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinholds Stephanes, deverá visitar, ainda este mês, o município de Nova Olinda do Norte
Redação
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