Luz, câmera, ação! Essa informação é para você que sonha em ser cineasta e se imagina dizendo estas palavras num set de filmagens. Mas a décima oficina da OPA (Oficina de Produção Audiovisual) do Museu Amazônico ensinará muito mais do que apenas dirigir um filme.
“Os alunos passam por todas as etapas da produção de um filme. E ainda têm a oportunidade de participar de palestras com profissionais que estão atuando na área do audiovisual”, avisou Thiago Morais, coordenador da OPA.
As inscrições para a oficina estiveram abertas até o dia 28 de abril. As aulas serão realizadas no período de 3 de maio a 7 de junho, nas dependências do Museu, localizado na rua Ramos Ferreira, 1.036 – Centro.
Nas aulas os alunos irão aprender técnicas de produção audiovisual e realizar um filme de curta metragem. Um mês parece pouco, mas é o suficiente para que, depois, os futuros profissionais ‘voem com suas próprias asas’ e realizem produções próprias.
A OPA tem o apoio da Divisão de Difusão Cultural do Museu Amazônico e da Cara de Gato Filmes.
“A Divisão de Difusão Cultural é o departamento do Museu responsável pela programação, atividades culturais, divulgação científica e relação com os veículos de comunicação, já a Cara de Gato é uma produtora parceira do Museu Amazônico que disponibiliza recursos técnicos como equipamentos para as filmagens, edição e finalização dos filmes dos alunos da OPA”, explicou.
Em cinco anos de existência, já tendo formado mais de 300 alunos, a OPA foi muito mais além do que uma simples oficina de audiovisual, já tendo produzido filmes que hoje circulam pelo país, em festivais, e ganhando prêmios.
Ótimos resultados
“Todos os filmes produzidos na OPA, alguns inclusive premiados, vêm circulando por festivais e mostras, por todo o Brasil. Posso citar o ‘Vendo boto’, com premiações no Festival de Muriaé, em Minas Gerais; Festival Pirarucurta, em Manaus; Mostra Sumé de Cinema, na Paraíba; Fofi – Festival Online de Filmes de Inquietação, em São Paulo; Fantacine – Mostra de Cinema Fantástico, em Rondônia; Mostra Café com Cinema, em Minas Gerais; Fest Alter – Festival de Cinema de Alter do Chão, no Pará”, listou.
“Cito, também, o filme ‘O caso tucumã’, que circulou por diversos festivais, entre eles, o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina; o Encontro Zózimo Bulbul, no Rio de Janeiro; o Curta Pinhais, no Paraná; o Festival Mazzaropi, em São Paulo; e foi premiado no Pirarucurta, em Manaus”, falou.
Thiago comemora, em tão pouco tempo de existência, os ótimos resultados dos talentos do audiovisual amazonense estarem surgindo coroando o trabalho das OPAs.
“Isso é uma forma de cooperar com o fomento da produção audiovisual amazonense e divulgar os trabalhos dos jovens talentos que são descobertos”, completou.


Quem, igualmente, vê com entusiasmo as conquistas das produções realizadas pelas OPAs é Dysson Teles, diretor do Museu Amazônico.
“Iniciativas como essa fortalecem o papel da Universidade Federal do Amazonas, da qual o Museu Amazônico faz parte, que é de se integrar à sociedade promovendo uma troca de saberes. A procura pelas OPAs, aqui no Museu, aumenta a cada nova oficina, mostrando a sua importância, e os prêmios conquistados em festivais pelo Brasil estão se tornando tão comuns, que já são aguardados com expectativa a cada nova produção”, destacou o diretor.
Empresas locais
Esta décima edição da OPA está disponibilizando 30 vagas gratuitas para pessoas de qualquer idade. As aulas acontecerão às segundas, quartas e sextas-feiras, das 13h às 16h, ministradas por Thiago. O candidato passa por uma seleção a partir do formulário de inscrição disponível nas redes sociais do Museu https://forms.gle/ZN7Z4iTMN2iaggx78.
Sobre a produção de filmes por parte dos futuros profissionais do audiovisual, Thiago adianta que, como no resto do país, essas produções dependem de recursos públicos disponibilizados pelos editais de cultura do governo do Estado e da prefeitura.
“É difícil conseguir o patrocínio de empresas locais, que bem poderiam olhar com mais atenção para as nossas produções audiovisuais que cada vez ganham maior visibilidade não só no Amazonas, mas também no resto do Brasil. Por isso, na falta destes, é muito importante a verba dos editais públicos para que se possa remunerar a equipe e bancar os custos com pré-produção, produção, pós-produção e distribuição”, informou.
Audiovisual à parte, o Museu Amazônico, com entrada gratuita, é um espaço dedicado à pesquisa, preservação e valorização da diversidade amazônica. Pode ser visitado de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, e visitas de escolas devem ser agendadas.
Informações: 9 9468-8911
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