A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) participa da Biofach que acontece de 21 a 24 de fevereiro na cidade de Nuremberg, na Alemanha, com a expectativa de “abrir novos mercados para que as empresas amazônicas associadas passem a exportar mais, não somente para a Alemanha, como para os outros países visitantes da feira”.
A entidade levará para a mostra o guaraná, produto líder para exportação e é uma das 27 organizações participantes do Projeto Organics Brasil –desenvolvido pela IPD (Instituto de Promoção do Desenvolvimento) em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
A Biofach Nuremberg é a maior e mais importante feira do setor, com mais de 2.600 expositores e 45 mil visitantes vindos de 110 países. Em 2007, a feira movimentou US$ 5 bilhões em negócios. A programação deste ano conta com cem eventos paralelos, incluindo uma apresentação da Embaixada Brasileira na Alemanha para convidados do governo alemão.
O Projeto Organics Brasil desenvolve um trabalho de divulgação e fomento de empresas brasileiras de produtos orgânicos certificados para exportação, através de feiras internacionais e missões comerciais.
Há três anos, o Organics Brasil promove os produtos de suas 54 empresas associadas, em eventos realizados em quatro continentes. “Participamos das edições da Biofach na Alemanha, Estados Unidos, Japão e América Latina. As ações continuadas têm tornado o setor de orgânicos brasileiro bastante conhecido no mundo”, afirmou o gestor de projetos da Apex-Brasil, Eduardo Caldas.
Mercado
mundial
O Brasil é um país orgânico por natureza e precisa aproveitar esse conhecimento para ganhar mais espaço no mercado internacional, que movimenta US$ 45 bilhões no mundo. Os números crescem anualmente, devido ao aumento de consumidores e à conscientização da importância da sustentabilidade sócio-ambiental.
O Organics Brasil encerrou 2007 com exportações na ordem de US$ 21 milhões, entre os resultados das 54 empresas participantes, que incluem: produtos in natura, extrativismo, processados e industrializados. O país se destaca pela variedade e qualidade dos produtos.
Para o gerente do projeto, Ming Liu, o setor vai ser mais bem organizado com a regulamentação da cadeia de orgânicos, através da Lei nº. 10.831, que vai beneficiar os 15 mil produtores que utilizam 800 mil hectares de área, de acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
“A participação nas principais feiras de orgânicos do mundo possibilita mostrar nossos produtos e vislumbrar as tendências do mercado, em segmentos como os de produtos para animais de estimação, artesanato e floricultura. O essencial é desenvolver e expandir a atuação do Brasil no mercado de orgânicos” completou Liu.
Exportador
impulsionado
Em 2007, o projeto cresceu 25% em número participantes e em torno de 15% em geração de negócios. As associadas são de vários Estados, inclusive do Amazonas, que exportam para mais de 60 países, através de estratégias próprias e do esforço de negociação do Projeto com redes como Whole Foods, nos EUA. Algumas empresas têm estabelecido contatos com outras redes como: Natural House (Estados Unidos), redes Takashimaya e Mitsukoshi (Japão), Galerias Lafaiette (França) e outras varejistas européias.
Para 2008, a previsão é chegar a 60 empresas associadas e movimentar US$ 28 milhões em negócios nos cinco continentes. Os contatos serão efetivados nas principais feiras internacionais de produtos orgânicos, com ações de prospecção no Reino Unido e no Oriente Médio, especificamente nos Emirados Árabes.






