O setor público registrou em agosto superavit primário de R$ 5,222 bilhões, de acordo com o BC (Banco Central). Em julho último, a economia para o pagamento de juros do conjunto formado pela União, Estados, municípios e empresas estatais foi de R$ 2,454 bilhões e, em agosto de 2009, de R$ 5,042 bilhões. No resultado do mês passado, o Governo Central contribuiu com superavit de R$ 3,458 bilhões, os governos regionais com saldo positivo de R$ 1,307 bilhão e as estatais com superavit de R$ 457 milhões.
No acumulado do ano, o setor público tem superavit de R$ 47,781 bilhões, o equivalente a 2,07% do PIB. Nos oito primeiros meses de 2009, o superavit foi de R$ 43,477 bilhões (2,14% do PIB do período). Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, o esforço fiscal foi de R$ 68,822 bilhões (2,01% do PIB). Nos 12 meses encerrados em julho, o superavit era de R$ 68,642 bilhões (2,02% do PIB). Essa foi a quarta queda seguida no resultado primário acumulado em 12 meses, em proporção do PIB.
O pagamento de juros em agosto foi o mais elevado para o mês desde o início da série, em 2001. No mês passado, foram desembolsados R$ 15,698 bilhões para pagamento aos credores da dívida. Também foram recordes os valores desembolsados no acumulado do ano (R$ 123,796 bilhões) e em 12 meses (R$ 184,626 bilhões).
O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, explicou que o pagamento de juros aumentou por uma série de fatores, como a apropriação de juros à dívida pública, elevação da participação de títulos prefixados, o fim da rentabilidade gerada pelos contratos de swap cambial (que geraram receita em 2009) e a subida da inflação.
Ele citou como exemplo o fato de que de janeiro a agosto de 2009 os contratos de swap geraram receita de R$ 3,2 bilhões aos cofres do Tesouro Nacional. Em 2010, não houve ganho financeiro. Outro exemplo é a inflação, que remunera parte relevante dos títulos públicos.
De janeiro a agosto de 2009, o IPCA teve alta de 2,97%. Em igual período de 2010, a inflação já está em 3,14%. No IGP-M, a oscilação é ainda maior: de uma deflação de 2,02% para alta de 6,66% entre os dois anos. Outro recorde foi registrado no deficit nominal do mês passado, que somou R$ 10,476 bilhões, o pior saldo para os meses de agosto desde o início da série histórica. Em oito meses, o rombo soma R$ 76,015 bilhões e atinge R$ 115,804 bilhões no acumulado em 12 meses. Nos dois casos, novos recordes históricos. Relação Dívida/PIB – Lopes prevê que a dívida líquida do setor público deve fechar setembro em 41,5% do PIB, com ligeira alta sobre os 41,4% do PIB registrados em agosto.
Superavit do setor público e gastos com juros crescem
Em: 30 de setembro de 2010
O setor público registrou em agosto superavit primário de R$ 5,222 bilhões, de acordo com o BC (Banco Central)
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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