A economia da União, dos Estados e dos municípios para pagar os juros da dívida pública -o chamado superavit primário- caiu no mês de julho nas comparações com o mês anterior e em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo dados do Banco Central, o resultado de R$ 3,18 bilhões é o pior para meses de julho desde 2001, quando a economia foi de R$ 2,9 bilhões.
No mesmo período do ano passado, estava em R$ 11 bilhões. No acumulado do ano, o superavit primário caiu quase 60%, para R$ 38,435 bilhões.
Com a queda no superavit, a dívida pública subiu em julho pelo sétimo mês consecutivo.
O principal indicador que mede o endividamento da União, dos Estados e municípios (relação dívida/PIB, Produto Interno Bruto) subiu de 43,2% em junho para 44,1% em julho.
Em termos absolutos, o valor da dívida pública chegou a R$ 1,283 trilhão. No final do ano passado estava em R$ 1,153 trilhão (38,8% do PIB).
Meta do governo
Em 12 meses, o superavit primário soma R$ 52,1 bilhões, o equivalente a 1,76% do Produto Interno Bruto, ante 2,04% do PIB no mês anterior.
A meta do governo para esse ano é ficar em 2,5% do PIB, mas esse resultado pode cair para menos de 2% com o abatimento dos gastos em infraestrutura do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Resultado da União
A maior parte do superavit do setor público acumulado no ano vem do resultado obtido pela União, que caiu de R$ 68,5 bilhões para R$ 22,7 bilhões.
Os governos regionais também fizeram uma economia menor, de R$ 16,1 bilhões, ante R$ 22 bilhões no mesmo período verificado no ano passado.
Já as estatais, que haviam feito um superávit de R$ 2,2 bilhão no começo de 2008, registraram agora um deficit de R$ 323 milhões -já excluído o resultado da Petrobras, que foi retirada das contas públicas neste ano.
O pagamento dos juros da dívida somou R$ 95,1 bilhões neste ano.
Descontado o superavit primário, restou ainda um resultado negativo nominal de R$ 56,7 bilhões nas contas públicas.






