Tadros defende amadurecimento institucional para enfrentar os desafios deste ano

Em: 14 de julho de 2022
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Andreia Leite

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Os novos dirigentes da (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), tomaram posse no último dia (8), para o novo mandato de quatro anos (2022-2026). A chapa “União pelo Futuro do Comércio” liderada pelo presidente e empresário José Roberto Tadros, junto aos vices Aderson Santos da Frota e Paulo Rogério Tadros, venceu, por unanimidade de votos.

Em entrevista concedida ao Jornal do Commercio, o empresário José Roberto Tadros, comentou sobre os gargalos para o segmento que foi bastante afetado durante a pandemia, além do grande desafio no atual cenário econômico do país – inflação, taxa de juros altas, queda da renda das famílias, fatores que contribuem para a oscilação do resultado positivo do setor.

“O comércio de bens, serviços e turismo tem conseguido superar grandes desafios nos últimos anos, e nós do Sistema Comércio nos mobilizamos para ajudar nessa superação no Amazonas e em todo o Brasil.  Na pandemia, que atingiu nosso estado de forma ainda mais intensa, atuamos em diversas frentes para ajudar a garantir que as empresas, principalmente as micros, pequenas e médias, tivessem mais acesso a crédito, mais flexibilidade nas relações laborais, levando propostas de adequações legislativas em todos os níveis: municipais, estaduais e federal”. 

Segundo ele, o Sesc e o Senac não pararam durante a pandemia, ajustando-se para seguir prestando relevantes serviços, de acordo com as regras de distanciamento social para prevenção da Covid-19. Agora, os desafios são de outra ordem. Com a vacinação, caminha-se  para a normalidade. “Temos o desafio da inflação e dos juros, que afetam a população e o comércio. Vamos continuar trabalhando de forma coordenada com os governos local e federal para que o empresário amazonense e o brasileiro, de forma geral, possam ter um ambiente de negócios que os estimulem a seguir investindo, gerando lucro, empregos e renda, para alimentar o círculo virtuoso de uma economia que cresce de forma sustentável”.    

Sobre a geração de empregos no setor, desoneração de impostos, inclusive, fator que contribuiu para a abertura de novos negócios no Estado, e de que forma a entidade no Amazonas pretende atuar para que esse dinamismo se mantenha ele destacou que o foco, dele e do presidente em exercício da Fecomércio-AM, Aderson Frota, é proporcionar aos empresários o melhor ambiente de negócios possível. “Para nós, um ambiente estimulante para os investimentos é condição sine qua non para superarmos qualquer barreira ou dificuldade de manutenção dos incentivos fiscais para a fixação de indústrias e empresas que são absolutamente fundamentais para a nossa economia”. O que significa, também, defender a melhoria da infraestrutura, de forma a permitir uma integração efetiva do Estado, interna e externamente, com o restante do País. “As implicações disso para o comércio e a economia em geral são enormes. No âmbito setorial, os empresários do comércio de bens, serviços e turismo do Amazonas podem seguir com a certeza de que seus interesses estarão muito bem representados e defendidos em todas as esferas, com o Sesc e o Senac atuando em benefício de trabalhadores bem formados e com mais qualidade de vida”, acrescentou. 

                                                                                                                                                                                                                                 Questionado se o atual panorama político turbulento pode atrapalhar uma possível tendência de crescimento do setor, ele acredita no diálogo e no amadurecimento institucional para enfrentar os desafios que não são poucos. E reforçou que só é possível  ter um país forte economicamente se houver um clima adequado para os negócios, em que o lucro não seja visto como um pecado e o trabalhador receba um salário justo que lhe permita ter uma vida digna, com um padrão de consumo compatível. “E isto vale tanto para uma microempresa quanto para uma grande corporação. Digo sempre que existe um trinômio que para nós é inegociável: segurança jurídica, livre mercado e democracia. Com esses três valores respeitados, podemos chegar aonde quisermos, pois tanto o Amazonas quanto o Brasil têm potencial para garantir a prosperidade que tanto almejamos”, afirmou. 

Otimismo                                                                                                                                                                                                                                   De acordo com Roberto Tadros, os indicadores no Sistema Comércio vêm mostrando uma melhora do humor e da confiança de empresários e consumidores com a perspectiva de uma injeção de recursos, via programas do governo. O que, segundo ele, o grande desafio vai ser evitar o descontrole inflacionário, que prejudica as vendas, assim como os juros elevados, que inibem o crédito. “A visão positiva do empresário não deixa de ser um voto de confiança na condução das autoridades econômicas, para que possamos experimentar uma retomada consistente e que nos recoloque no caminho de um crescimento sustentável”, enfatizou. 

Em relação às perspectivas de mais um mandato na gestão regional da entidade,  o presidente em exercício Aderson Frota classificou que o biênio 2020-2021 foi desafiador para o Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Muitos percalços decorrentes da pandemia de Covid-19 foram superados e mostraram a resiliência do setor comercial. “Neste período, fui o presidente em exercício da Fecomércio AM, pois o presidente José Roberto Tadros foi eleito para presidir a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). Trabalhamos arduamente para mitigar os impactos da pandemia no setor comercial amazonense e tivemos êxito em nossa missão”.

                                                                                                                                                                                                                                           Ele disse que agora, o comércio e toda a sociedade vivem mais um período de dificuldades oriundas principalmente do cenário externo, que deflagraram a alta no preço dos alimentos, dos combustíveis, de diversos produtos e dos fretes.  “Apesar de todo esse cenário, estamos otimistas na recuperação da economia neste segundo semestre, que é extremamente importante para o comércio. Acreditamos ainda na melhoria do cenário internacional e na retomada plena da nossa economia com a geração de emprego e renda”, finalizou. 

Saiba mais

Os novos dirigentes também serão responsáveis por conduzir as ações voltadas aos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo por meio dos departamentos regionais do Sesc (Serviço Social do Comércio) e do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Sobre a entidade

Com 68 anos de atuação em prol do setor comercial, a Fecomércio AM trabalha incessantemente para assegurar aos empresários do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, as melhores condições para que continuem contribuindo com o desenvolvimento econômico e social do estado do Amazonas.

A entidade representa o setor responsável pela manutenção de mais de 310 mil postos de trabalho no estado (69% dos empregos formais no Amazonas), sendo o maior arrecadador de ICMS (53%) e outros tributos, com a maior área de abrangência e atuação (capital e interior do estado). 

Além da Fecomércio AM, integram o Sistema Comércio, os Sindicatos Patronais do setor comercial amazonense, o Ceceam (Centro do Comércio do Estado do Amazonas) e o Ifpeam (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas).   

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
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