Tailândia tem pior momento para turismo em décadas

Em: 5 de janeiro de 2009
A Tailândia sofreu com uma brusca redução nos números do turismo durante o mês de dezembro devido à crise econômica mundial e ao fechamento dos aeroportos de Bancoc no último mês
A Tailândia sofreu com uma brusca redução nos números do turismo durante o mês de dezembro devido à crise econômica mundial e ao fechamento dos aeroportos de Bancoc no último mês

A Tailândia sofreu com uma brusca redução nos números do turismo durante o mês de dezembro devido à crise econômica mundial e ao fechamento dos aeroportos de Bancoc no último mês. De acordo com o chefe da Autoridade de Turismo da Tailândia, Phornsiri Manoharn, o fechamento dos aeroportos em protesto ao então primeiro ministro causou o cancelamento de viagens de cerca de um mi-lhão de turistas estrangeiros ao país. As informações são do jornal norte-americano “The New York Times”.
A indústria do turismo re-presenta 6% da economia da Tailândia e emprega 1,8 mi-lhão de pessoas. “Essa é a maior redução que sofremos durante os 48 anos em que promovemos esse destino. E isso ocorre após o país ter passado pelo tsunami de dezembro de 2004, gripe aviária e Sars”, disse Manoharn.
O “The New York Times” aponta que 500 mil turistas che-garam ao país em dezembro, um terço do total previsto. A ocupação hoteleira normal para essa época de final de ano, que é de 70%, estacionou em 25%.
Recuperar a indústria do tu­rismo é um desafio para o novo primeiro ministro, Abhisit ­Vejjajiva, afirmou à mesma fonte. Caso direcione recursos para o sul, onde estão as me­lhores praias e o maior apoio ao seu partido, Vejjajiva abrirá espaço para protestos no norte, região em que predomina o apoio ao antigo líder, Thaksin Shinawatra. “Já tivemos muitas dificuldades, nós superaremos essa também”.
Wayne Buckingham, ge-rente do Royal Orchid Sheraton, um hotel de 740 quartos em Bancoc, disse que esse é o mês com menor ocupação já visto na história do hotel. Porém, ele mostra otimismo. “As pessoas na Ásia já passaram por muitas dificuldades, nós superaremos essa também. Só que precisaremos de um pouco mais de tempo, algo em torno de 12 a 18 meses para que as coisas voltem ao normal”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar