Depois de uma negociação de apenas 90 dias, a grife de sapatos Arezzo decidiu vender, por R$ 76,3 milhões, 25% das suas ações para a Tarpon Investimentos. Parte do dinheiro irá para o bolso dos principais acionistas: Anderson e Alexandre Birman, pai e filho.
A outra parte do montante será usada para financiar a expansão da companhia, que abarca também a marca Schultz, mais descolada e jovem que a Arezzo. “A venda é fruto de um planejamento que começou há 12 anos, quando fechamos a fábrica de sapatos”, disse Anderson, fundador da Arezzo. “A partir de agora vai ter um movimento de expansão e aquisição muito grande.”
Está nos planos dos Birman o lançamento de uma nova rede de varejo de calçados femininos. Anderson ainda mantém segredo sobre o perfil da grife. Ele só revela que será mais acessível que a Arezzo, mas não necessariamente popular. A média de preços dos sapatos da grife é de cerca de R$ 150.
Em paralelo, a Arezzo também pode levar sua marca para outras categorias, como acessórios, sapatos masculinos e femininos. “Nosso objetivo é trabalhar várias linhas sob o guarda-chuva Arezzo”, disse Alexandre, que criou a Schultz há 11 anos, quando tinha apenas 20.
A companhia também dará sequência ao seu projeto de franquias no exterior. Hoje ela tem oito lojas em Portugal e Venezuela. Em breve, a marca deve assinar contratos com empresários na Argentina, Chile, Colômbia, alguns países do Oriente Médio e China.







