A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil em janeiro ficou em 8%, registrando uma variação positiva de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro, divulgou nesta quinta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice recuou, no entanto, em relação a janeiro do ano passado, quando foi de 9,3%.
O resultado de janeiro é o segundo menor de toda a série iniciada em março de 2002, atrás apenas do verificado em dezembro de 2007, segundo o IBGE.
“O aumento em relação a dezembro era esperado é um resultado normal, já que há dispensa de trabalhadores temporários do comércio nessa época do ano. E quase impossível que a taxa de janeiro seja menor do que a dezembro, explicou o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego, Cimar Azeredo.
A população ocupada somou 21,3 milhões de pessoas, com redução de 0,6 ponto percentual em relação a dezembro, e aumento de 3,6 pontos percentuais na comparação com janeiro do ano passado.
A população desocupada totalizou 1,842 milhão de pessoas. É a primeira vez no mês de janeiro que o número de desocupados é inferior a 2 milhões de pessoas.
O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 1.172,50, estável em relação a dezembro, e 3,4% acima do verificado m janeiro de 2007. Nas regiões pesquisadas, as maiores altas de desemprego foram constadas em Belo Horizonte e Porto Alegre. Na capital mineira, a taxa de desemprego em janeiro ficou em 6,7%, variação positiva de 1,2 ponto percentual na comparação com dezembro. O desemprego na capital gaúcha fechou em 6,2%, aumento de 0,9 ponto percentual em relação a dezembro. A maior taxa foi verificada em Salvador (11,8%), seguido de Recife (10,1%).
O desemprego em São Paulo ficou em 8,6%, e no Rio, fechou em 6,4%.
Perspectiva para 2008 é
favorável, aponta IBGE
O cenário do emprego para 2008 é “muito favorável’’, disse quinta-feira o coordenador da Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Azeredo. Segundo ele, o bom resultado do desemprego em janeiro -a taxa de 8% é a segunda menor da série histórica, o crescimento da renda média do trabalhador na comparação com janeiro do ano passado e o aumento do emprego com carteira assinada sustentam a previsão.
Na comparação com janeiro de 2007, o número de empregados com carteira assinada subiu 8,7%, o que representa mais 748 mil trabalhadores nessa situação. Somando-se os militares e os funcionários públicos, o percentual de trabalhadores com carteira no mercado de trabalho representa 51,1% do total.
Por outro lado, o nível de trabalhadores sem carteira assinada representou 13,5% da população ocupada em janeiro. No primeiro mês de 2007, esse grupo significava 14,4% do total do mercado de trabalho.
“O percentual de trabalhadores com carteira assinada no mercado de trabalho vem subindo há sete meses consecutivos. É a maior participação no total do mercado em toda a série histórica’’, afirmou Azeredo.
População
ocupada
Outro destaque da pesquisa apontado pelo coordenador é o fato de a população ocupada com idade ativa estar se expandindo acima da taxa de crescimento vegetativo da população, na comparação com janeiro do ano passado. A população ocupada aumentou 3,6% no período, enquanto que a população em idade ativa teve ampliação de 2,2%. Azeredo ressaltou que o nível de emprego entre prestadores de serviços vem puxando a formalização no mercado de trabalho.
Em relação a dezembro, houve crescimento de 3,3% nesse segmento. Já o emprego no comércio caiu 3,3% na mesma comparação, enquanto a indústria teve variação negativa de 0,5%.






