Taxa de juros bancários cai pelo oitavo mês consecutivo

Em: 27 de agosto de 2009
O Banco Central divulgou o relatório sobre o comportamento dos juros bancários em julho. Segundo o BC, a taxa geral de juros caiu pelo 8° mês seguido, de 36,6% em junho para 36% ao ano em julho
O Banco Central divulgou o relatório sobre o comportamento dos juros bancários em julho. Segundo o BC, a taxa geral de juros caiu pelo 8° mês seguido, de 36,6% em junho para 36% ao ano em julho

O Banco Central divulgou o relatório sobre o comportamento dos juros bancários em julho. Segundo o BC, a taxa geral de juros caiu pelo 8° mês seguido, de 36,6% em junho para 36% ao ano em julho. É a menor taxa desde dezembro de 2007 (33,8% ao ano). Houve queda tanto nos juros para pessoas físicas (de 45,6% para 44,9% a.a.) como jurídicas (de 27,4% para 26,7% a.a.).
Também houve queda no “spread” bancário, a diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados nos empréstimos para os clientes. Segundo o BC, o “spread” caiu de 27,2 pontos percentuais para 26,8 pontos em julho. A taxa, porém, ainda está acima da registrada em setembro (26,4 p.p.), época do agravamento da crise.
Apesar da queda nos juros ao consumidor, a taxa do cheque especial voltou a subir, de 167% para 167,3% ao ano, depois da queda registrada no mês anterior. O crédito pessoal caiu de 45,6% para 44,8% ao ano. Na aquisição de veículos, ficou estável em 26,9% ao ano.
A inadimplência subiu em julho pelo oitavo mês seguido e chegou ao nível recorde de 5,9%, de acordo com o relatório. Antes da piora na crise financeira, estava em 4%. Considerando apenas as empresas, a inadimplência também registrou a oitava alta seguida, de 3,4% para 3,8%. Em setembro do ano passado, estava em 1,6%. Em relação às pessoas físicas, a taxa ficou estável pelo terceiro mês, no nível recorde de 8,6% dos empréstimos do sistema bancário. São considerados inadimplentes os empréstimos com atraso superior a 90 dias. Isso significa que o indicador ainda reflete os efeitos da crise internacional de crédito, que provocou alta dos juros e redução dos empréstimos.
O volume de operações de crédito cresceu novamente em julho e bateu novo recorde. O estoque total de dinheiro emprestado cresceu 2,6% no mês e chegou ao valor inédito de R$ 1,311 trilhão. Nos últimos 12 meses, a expansão foi de 20,8%. Houve crescimento de 7,8% no mês para o crédito direcionado, que inclui os financiamentos habitacionais e rurais, entre outros. O crédito com recursos livros teve expansão de 0,4%.
O número também foi recorde na comparação com o PIB (soma das riquezas produzidas), passando de 43,9% em junho para 45% no mês passado. Esse indicador apresenta crescimento há 18 meses seguidos. Em relação aos novos empréstimos, as concessões acumuladas no mês ficaram praticamente estáveis em relação ao mês anterior. Houve queda de 1,5% no crédito para as empresas e alta de 2,5% nos financiamentos para o consumidor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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