As taxas médias de juros do empréstimo pessoal voltaram a cair em setembro, na relação com agosto. Essa foi a primeira queda desde novembro, segundo pesquisa do Procon-SP divulgada ontem . Já as taxas médias praticadas no cheque especial, de acordo com o levantamento, se mantiveram estáveis. A queda nos juros do empréstimos interrompe a sequência de quatro altas consecutivas nas duas modalidades.
No empréstimo pessoal a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,35% a.m. (ao mês), ante o mesmo período de agosto que foi de 5,44% a.m., significando um decréscimo de 0,09 ponto percentual.
A única alteração na taxa do empréstimo pessoal foi promovida pelo Banco Itaú que elevou sua taxa de 5,98% para 6,02% a.m. – acréscimo de 0,04 ponto percentual, representando uma alta de 0,67% em relação à taxa de agosto.
A taxa média do cheque especial dos bancos pesquisados foi de 9,10% a.m., mesmo percentual do mês anterior, em função do arredondamento de casas decimais. A taxa média de agosto foi de 9,099% a.m. e, neste mês, foi de 9,103%.
Dois bancos (Banco do Brasil e Itaú Unibanco) elevaram as taxas no cheque especial.
O Banco do Brasil alterou de 7,79% para 7,95% a.m., um acréscimo de 0,16 ponto percentual (alta de 2,05% em relação à agosto) e o Itaú Unibanco subiu de 8,71% para 8,75% a.m., acréscimo de 0,04 ponto percentual (elevação de 0,46%). Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.
A pesquisa foi feita por técnicos do Procon-SP nos dias 2 e 3 deste mês nas seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco, Real Santander e Safra.
Para a taxa do empréstimo pessoal, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com esse prazo.
Procon alerta para consumidor ter cautela
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.
Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
Na sexta reunião deste ano (ocorrida nos dias 31 de agosto e 01 de setembro), o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu manter a taxa Selic em 10,75% ao ano.
A decisão de manter a taxa básica reflete a avaliação do BC de que a economia brasileira teve uma certa desaceleração. Também pesaram na decisão a queda da inflação, devido ao recuo no preço dos alimentos e à fraca recuperação da economia global.
O consumidor deve ter cautela na sua relação com o crédito, evitando contratações por impulso, segundo o Procon.
Segundo recente pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o endividamento de 12% das famílias brasileiras supera em cinco vezes sua renda familiar mensal.
Tarifas de serviço têm leve redução
No comparativo entre as tarifas praticadas a partir de maio de 2010 e no mesmo período de 2009 por dez bancos pesquisados, com base no cliente hipotético, verificou-se que houve uma redução das tarifas no valor médio de 51,66% (em 2009 era R$ 10,76 e em 2010, R$ 5,20). Isso se deve exclusivamente à proibição da cobrança pelo Banco Central referente à tarifa de renovação de cadastro, já que um banco da amostra (Banco do Brasil) aumentou em 20% o valor da tarifa de envio de talão de cheques e outro banco (HSBC) passou a cobrar por esse serviço. Quanto às demais instituições financeiras não houve alteração no valor da tarifa de envio de talão, em comparação com a pesquisa anterior.
Com base nesse perfil verificou-se que o cliente que tiver controle de sua conta e não extrapolar as quantidades pré-estabelecidas das tarifas essenciais gratuitas gastará em média R$ 5,20, valor este bem inferior a média do pacote padronizado de R$ 14,90, que corresponde a uma diferença de 186,54%.







