Taxa de juros sobe 37,4% ao ano, diz BC

Em: 25 de março de 2008
A principal causa da elevação foi a alta dos spreads -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes-, já que houve uma redução no custo de captação das instituições.
A principal causa da elevação foi a alta dos spreads -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes-, já que houve uma redução no custo de captação das instituições.

As taxas de juros cobradas das pessoas físicas e das empresas apresentaram um ligeiro aumento no mês de fevereiro. A principal causa dessa elevação foi o aumento dos spreads -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes-, já que houve uma redução no custo de captação das instituições financeiras. A taxa média geral subiu de 37,3% ao ano em janeiro para 37,4% no mês passado. Já os spreads desse conjunto de operações apresentou uma elevação de 0,3 ponto percentual, para 26 pontos percentuais.
Considerando apenas as operações destinadas apenas às pessoas físicas, a taxa subiu 0,2 ponto percentual para 49% ao ano. As maiores elevações ocorreram no cheque especial, que passou de 145,5% ao ano para 146% ao ano em fevereiro, e na modalidade crédito pessoal, que passou de 45,8% em dezembro para 53,1% em janeiro.
Na aquisição de veículos, a taxa ficou estável em 31,2% ao ano. Para a aquisição dos demais bens, houve um recuo de 0,5 ponto percentual, para 55,8% ao ano no mês passado.
No sentido contrário, ocorreu um recuo de 0,5 ponto percentual na modalidade crédito pessoal, que caiu de 53,1% ao ano para 52,6% ao ano.

Crédito consignado apresenta recuo

O principal fator para essa redução foi a redução ocorrida no crédito consignado -desconto em folha de pagamento-, que caiu para 28,7%, queda de 0,7 ponto percentual. O spread do conjunto dessas operações ficou em 36,9 pontos percentuais, com uma alta de 0,3 ponto percentual.

Pessoas
jurídicas

No caso das empresas (pessoas jurídicas), a taxa de juros subiu para 24,8% ao ano em fevereiro, alta de 0,1 ponto.
Já o spread para essas operações apresentou uma elevação de 0,4 ponto percentual, chegando a 14,1 pontos percentuais.
As elevações mais significativas ocorreram nas modalidades como desconto de promissórias, que passou de 51,9% ao ano em janeiro para 52,9% ao ano em fevereiro. Já a conta garantia apresentou um aumento de 2,2 pontos percentuais, para 63,8% ao ano.
Em relação à pontualidade dos consumidores brasileiros, a taxa de inadimplência -atrasos superiores a 90 dias- ficou em 4,3%, queda de 0,1 ponto.
Nas empresas, ela ficou estável em 2%. O mesmo ocorreu nas pessoas físicas, em que a inadimplência ficou em 7,1%.

Cheque especial registra maior alta

A taxa de juros do cheque especial subiu e voltou aos patamares registrados há dois anos. A elevação foi de 0,5 ponto percentual, para 146% ao ano em fevereiro, a maior porcentagem desde março de 2006, quando estava em 146,4% ao ano.
O cheque especial é uma das modalidades que fazem parte do crédito pessoal, que no mês passado chegou a 49% ao ano, contra 48,8% do mês anterior.

Volume
de crédito

As operações de crédito apresentaram uma elevação de 1,1% no mês passado. Com isso, o volume total chegou a R$ 957,581 bilhões em fevereiro, segundo o BC. Esse montante equivalente a 34,9% do PIB (Produto Interno Bruto), alta de 0,1 ponto percentual.
Segundo o BC, essa elevação ocorre porque há uma maior busca por crédito no início do ano, principalmente entre as pessoas físicas.

BC vê estabilização nas tarifas a partir de março

As instituições financeiras já assimilaram as alterações promovidas nas regras do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e a partir de agora a tendência é de estabilização das taxas de juros. Para Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, as taxas já não devem subir em março.
“Elas estão subindo dentro de um processo de assimilação das medidas. Passado esse momento, as taxas vão se estabilizar’’, afirmou ontem.
No início do ano, a taxa média cobrada das pessoas físicas e das empresas passou de 33,8% ao ano em dezembro para 37,3% em janeiro. Já no mês passado, chegou a 37,4%. Essas elevações ocorreram, principalmente, por conta do aumento dos spreads -diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetiva cobrada dos clientes.
Lopes avalia que essa al

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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