A JV Engenharia, empresa amazonense especializada em saneamento – mais precisamente na projeção, fornecimento e montagem de ETEEs (Estações de Tratamento Ecológico de Esgoto) – se prepara para conquistar novos clientes, inclusive fora do Estado. A meta é ampliar em 50% o faturamento e a mão-de-obra, nos próximos 12 meses.
O mercado de ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes) no Amazonas é disputado por mais duas empresas locais e três de fora do Estado. O diferencial da JV Engenharia, segundo o engenheiro civil com especialização em recursos hídricos e sócio-proprietário da JV Engenharia, José Vallim Pires de Almeida, é o uso de tecnologia ecológica e com PPB (Processo Produtivo Básico) 100% regional.
Legislação torna obrigatório reciclar
“É um sistema que não utiliza motor ou partes mecânicas, elétricas e eletrônicas sofisticadas. Por isso, não necessita também de assistência de técnicos vindos de fora do Estado, algo que dificulta a operação das ETEs nos conjuntos habitacionais mais antigos da cidade. Nosso equipamento recicla resíduos, um fator que reflete o ciclo de decomposição natural da várzea”, explicou. O empresário destacou que, além de não ser agressivo ao meio ambiente, o equipamento permite reduzir em 30% o gasto com implantação e reduzir pela metade o custo de operação e manutenção. No Brasil, segundo o engenheiro, o método é empregado apenas em caráter experimental, por universidades do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A expectativa é aproveitar a legislação ambiental para crescer. Desde o ano passado, os novos empreendimentos comerciais e residenciais que atendem mais de 40 pessoas estão obrigados por lei, por meio da portaria nº 11/2007, baixada pela Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), a adotar estes equipamentos.







