Thomson prepara cinco lançamentos

Em: 8 de setembro de 2015
A Thomson deve desenvolver pelo menos cinco novos modelos de eletroeletrônicos em 2009, a partir do PIM (Pólo Industrial de Manaus)
A Thomson deve desenvolver pelo menos cinco novos modelos de eletroeletrônicos em 2009, a partir do PIM (Pólo Industrial de Manaus)

A Thomson deve desenvolver pelo menos cinco novos modelos de eletroeletrônicos em 2009, a partir do PIM (Pólo Industrial de Manaus). Para isso, a multinacional francesa – cujo mix inclui decodificadores para TV a cabo e satélite, além de modens – pretende aplicar até US$ 2 milhões para adequar a fábrica ao novo portifólio.
Seguindo a orientação da indústria para este ano, no entanto, a diversificação será de mo­delo e não de produto, embora a companhia destaque que o planejamento já havia sido traçado antes da chegada da crise. Também não há previsão de aportes na capacidade produtiva da planta, uma vez que a manufatura já recebeu uma injeção de US$ 2 milhões, há dois anos.
A expectativa da Thomson é obter resultado operacional de pelo menos 11% em suas atividades locais até dezembro, um número discretamente inferior ao obtido em 2008 (12%), mas o crescimento só é esperado para o segundo semestre.
Dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) dão uma idéia do comportamento do mercado de receptores de sinal de TV do pólo. A produção do item cresceu 23,3% no ano passado, de 5,15 milhões (2007) para 6,35 milhões de unidades (2008). As vendas aumentaram 24,67%, com 6,21 milhões (2008) contra 4,98 milhões de peças (2007). O resultado, contudo, foi obtido com perda de margens, uma vez que o faturamento de 2008 (US$ 373.64 milhões) foi 1,22% inferior ao do ano anterior (US$ 378.26 milhões).
“No ano passado, tivemos um crescimento sensível e de dois dígitos, tanto no faturamento quanto no volume de produção. Era o esperado. Mas o número projetado para 2009 pode e vai ser revisto, por conta do andamento da economia mundial. Se fazíamos avaliações de mercado por trimestre, vamos agora fazer isso a cada mês”, ressalvou o diretor da Thomson para Manaus, Wilson Périco.
Por cautela, a firma, que conta hoje com 650 pessoas em seus quadros, a mesma quantidade de 12 meses atrás, deve promover o desligamento de 20 funcionários temporários nos próximos meses. Caso as previsões da companhia se confirmem, deve haver novas contratações a partir de agosto.

Exportações

O executivo conta que a Thomson, que hoje exporta metade de seus decodificadores de TVs via satélite para Argentina e Venezuela, vem buscando novos mercados na América Latina, mas registrou queda nas exportações em 2008. “No caso da Venezuela, há o problema comercial pela liberação de cartas de crédito por parte do Banco Central daquele país”, lamentou.
Na avaliação de Wilson Périco, a valorização do dólar trouxe pontos positivos ao aumentar a competitividade da indústria nacional em relação aos importados e abrir caminho, em tese, ao aumento das exportações. As vendas externas de receptores de sinal de TV via satélite fabricados no pólo tiveram incremento de 30,37% no ano passado, passando de 512.574 (2007) para 668.231 unidades (2008), segundo a Suframa.
“O valor agregado para as exportações favorece a atividade, mesmo para quem tem índice elevado de componentes importados. O insumo nacional também ficou mais barato, o que deu ganhos de competitividade. Mas, não é só uma questão de custo, pois as barreiras burocráticas e de infra-estrutura são questões que precisam ser resolvidas rapidamente para que a indústria possa se manter em um mundo globalizado”, destacou.

Controle na emissão de gases poluentes

A Thomson está presente em mais de 60 países. Em Manaus desde 1999, está envolvida em diversos projetos e iniciativas socioambientais. Atua na comunidade localizada no entorno de sua unidade, localizada no bairro de Flores, zona Norte, por meio de atividades educacionais voltadas para as crianças das escolas do bairro. Participa ainda de projetos com trabalho voluntário na Casa Vhida, Casa Mamãe Margarida, entre outras, além de dar apoio a entidades sem fim lucrativo, como Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais).
Certificada em ISO 14000, a firma conta com tratamento de efluentes e coleta seletiva em suas dependências, além de controlar a emissão dos gases poluentes utilizados em seus processos industriais. “Nossa solda não tem mais chumbo. A empresa garante que não joga na atmosfera nada além do permitido pela norma e devolve a água à natureza em condições semelhantes ou melhores”, concluiu Wilson Périco.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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