Boa notícia para o consumidor. Depois de fechar 2011 com elevação de 1,48%, e começar o ano com alta de 1,07%, o preço da cesta básica na capital amazonense finalmente recuou em fevereiro. Com preço médio de R$ 252,93, a redução anotada foi de 2,16% em relação a janeiro, quando o conjunto dos 12 produtos essenciais custava R$ 258,52. Já na comparação com igual período do ano passado, o preço se manteve praticamente o mesmo, com diferença de apenas R$ 0,18, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O tomate foi o produto que deu maior contribuição para a cesta básica mais barata de fevereiro. Em fevereiro o consumidor pagou em média R$ 4,4 por 12 kg do produto, 8,33% a menos em relação ao valor pago em janeiro para adquirir a mesma quantidade.
O Dieese informou, baseado em dados do Instituto de Economia Agrícola, que a redução do preço se deveu ao clima desfavorável que teria motivado os produtores paulistas a colocarem o produto rapidamente no mercado, gerando uma grande oferta.
Outros cinco produtos apresentaram redução. O preço da banana caiu 4,21%, seguida do leite (-3,42%), do açúcar (-2,55%), da carne (-1,91%), e do café (-0,74%).
Segundo a supervisora técnica do órgão no Amazonas, Alessandra Cadamuro, a variação foi reflexo de uma redução generalizada no país. “Às vezes, o valor da cesta básica é influenciado por algum produto ou fator local. Mas nesse caso a influência veio de uma queda geral nos produtos no resto do país”, explicou.
De acordo com o levantamento, o preço do tomate registrou queda em 16 capitais, enquanto a carne e o açúcar saíram mais baratos em 15 capitais.
Essa redução geral, para o vice-presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Francisco de Assis Mourão Junior, se baseia em fatores como a continuidade de um bom momento da economia brasileira, apesar dos fatores externos. “Além disso, a queda no valor dos importados em função da baixa cotação no dólar, também estimula a concorrência e força a redução no valor dos produtos nacionais, beneficiando o consumidor”, acrescentou.
Oitava mais cara
Mesmo com o bom desempenho, a cesta básica de Manaus segue sendo a oitava capital mais cara do país, entre as 17 pesquisadas pelo Dieese.
Em fevereiro, o produto que manteve o valor da cesta alto foi o feijão, com custo médio de R$ 4,15 a cada 4,5 kg adquiridos. O preço representa alta de 9,5% sobre o mês anterior. Já a variação acumulada nos últimos 12 meses é de 14,32%.
Alessandra Cadamuro aponta que o produto não subiu apenas em Manaus, mas em todas as capitais pesquisadas, seguindo a tendência de influências no preço vindas do resto do Brasil.
“Muitos produtores deixaram de plantar feijão para plantar soja porque o preço estava muito alto. E, o clima ruim nas regiões produtoras, principalmente a seca no Paraná e a chuva em Minas Gerais”, detalhou.
Outros itens essenciais que sofreram reajuste foram a farinha, a manteiga, o pão e o óleo.






