Tomate volta a pesar na cesta amazonense

Em: 4 de novembro de 2011
Acompanhando o ritmo dos meses de agosto e setembro, a capital amazonense voltou a apresentar alta no preço da cesta básica realizada no mês de outubro
Acompanhando o ritmo dos meses de agosto e setembro, a capital amazonense voltou a apresentar alta no preço da cesta básica realizada no mês de outubro

Acompanhando o ritmo dos meses de agosto e setembro, a capital amazonense voltou a apresentar alta no preço da cesta básica realizada no mês de outubro. Com um valor de R$ 251,58, o ‘rancho’ manauara registrou elevação de 0,88% em relação ao nono mês do ano, anotando o terceiro maior custo de 2011 dentre os meses já pesquisados, segundo análise do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta última quinta-feira.
Em comparação a mesmo mês de 2010, os itens essenciais da mesa amazonense sofreram uma alteração de 9,73%. De acordo com a pesquisa, enquanto em igual período de 2010 o feijão era o vilão dos itens analisados pela instituição, com uma expansão de 58,40% em relação a outubro de 2009, desta vez o antagonista foi o tomate, com uma alteração de 32,77% quando confrontado a mesmo mês do ano passado.
Por sinal, o legume representa o segundo preço mais elevado da lista (R$ 56,88), uma fatia de 22,61% do custo da cesta em outubro, ficando atrás apenas da carne, cujo gasto mensal foi de R$ 69,30. Mesmo assim, este último obteve uma variação anual menor, apenas 17,10%.
Enquanto isso, o feijão teve um recuo de 16,16%, a segunda maior redução no acumulado dos doze meses, com um custo mensal de R$ 14,94 em outubro de 2011 e de R$ 17,82 em outubro de 2010.
Apesar da alta anotada na pesquisa, a professora de Educação Física, Elisabete Sanches, que costuma realizar as compras toda semana, comenta que os produtos essenciais, como feijão, arroz, leite e óleo, continuam mantendo os preços de meses anteriores.
Segundo Elisabete, por conta de promoções realizadas nos supermercados locais, não foi possível perceber essa alteração nos itens consumidos.
Já a funcionária pública Eulália Nascimento, que faz compras pelo menos duas vezes ao mês, observa o contrário e ressalta que os produtos têm aumentado mensalmente. Segundo Eulália, para realizar as compras da família, composta por cinco pessoas, é necessário comprometer cerca de R$ 300 do seu salário. Isso, sem mencionar a aquisição de carne, contando apenas com itens cujos preços são os menores da lista citada pelo Dieese, como leite (seis litros a R$ 2,65), feijão (4,5 kg a R$ 3,32) e arroz (3,6 kg a R$ 2,01).
Considerando o custo mais elevado da cesta básica, apurado em Porto Alegre (R$ 277,34), o estudo aponta que o valor do salário mínimo necessário para aquisição da cesta deveria ser de R$ 2.329,94, correspondente a 4,28 vezes o mínimo em vigor (R$ 545,00). Tendo em vista a determinação constitucional que estabelece que este salário deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.
Em virtude da prévia da inflação oficial do país, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15), divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ter desacelerado para 0,42% em outubro, sob influência da queda do preço dos alimentos, que saltaram de 0,72% para 0,52%, a supervisora técnica do Escritório Regional do Departamento no Amazonas, Alessandra Cadamuro, analisa que, nos próximos meses, é provável que a cesta básica também contemple esta redução.

Dados Nacionais

No rumo oposto ao que foi registrado em setembro, com recuo em nove cidades, no mês de outubro dez localidades obtiveram alta no custo da cesta básica. Porto Alegre (1,93%), Curitiba (1,61%) e Vitória (0,95%) apresentaram os maiores aumentos, enquanto as retrações mais significativas ficaram por conta de Natal (-2,63) e Fortaleza (-2,22%).
Enquanto isso, de novembro de 2010 a outubro deste ano, apenas Natal (-0,21%) e Salvador (-0,03%) conseguiram uma variação negativa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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