Um alerta de corte de funcionários sem precedentes na Toyota, a maior fabricante automotiva do mundo, e rumores de um possível prejuízo no primeiro trimestre por parte da Volkswagen fizeram com que aumentassem as pressões sobre as montadoras nesta sexta-feira, 23.
As notícias ruins vieram após a suspensão do pagamento de dividendos nesta quinta-feira pela italiana Fiat, a primeira montadora europeia a divulgar resultados de 2008, à medida que rumava para o que chamou de um de seus piores anos.
Em um momento em que o setor automotivo é atingido pela recessão econômica, que leva à queda de demanda e ao corte de produção, analistas do UBS disseram que esperam que as francesas Peugeot Citröen e Renault também suspendam dividendos.
Fabricantes de veículos comerciais europeias anunciaram nesta sexta-feira uma queda de 24,4% no mercado em dezembro na comparação anual.
A Toyota está considerando demitir empregados de período integral na Grã-Bretanha e na América do Norte, disse à Reuters uma fonte na companhia familiarizada com o assunto.
Prejuízo operacional
Apesar dos esforços para limitar os danos decorrentes da crise com corte de produção em suas fábricas, a Toyota ainda enfrenta seu primeiro prejuízo operacional da história da empresa, para o ano que termina em março.
Na Europa, apesar de ser esperado que os resultados de 2008 da Volkswagen sejam melhores que do ano anterior, o vice-presidente financeiro não descartou a possibilidade de a empresa ter prejuízo no primeiro trimestre de 2009.
Hans Dieter Poetsch disse que o mercado global de automóveis poderá encolher 15% este ano, ecoando um alerta recente dado pelo presidente-executivo, Martin Winterkorn, de “tempos críticos por vir”.







