Toyota registra primeiro prejuízo anual da história

Em: 10 de maio de 2009
A montadora japonesa Toyota registrou no ano fiscal de 2008 (encerrado em março passado) o primeiro prejuízo anual de sua história e prevê ainda mais perdas até o próximo ano, afirmou na sexta-feira o presidente da empresa Katsuaki Watanabe
A montadora japonesa Toyota registrou no ano fiscal de 2008 (encerrado em março passado) o primeiro prejuízo anual de sua história e prevê ainda mais perdas até o próximo ano, afirmou na sexta-feira o presidente da empresa Katsuaki Watanabe

A montadora japonesa Toyota registrou no ano fiscal de 2008 (encerrado em março passado) o primeiro prejuízo anual de sua história e prevê ainda mais perdas até o próximo ano, afirmou na sexta-feira o presidente da empresa Katsuaki Watanabe. A estimativa da companhia para este ano fiscal, que vai até o mês de março de 2010, é ter um prejuízo de US$ 5.55 bilhões.
A maior montadora do mundo teve perdas anuais de 439.9 bilhões de ienes (US$ 4.4 bilhões) no período de 12 meses encerrado em março. A cifra representa uma forte inversão, ante o lucro de 1.72 trilhões de ienes (US$ 17.4 bilhões) um ano antes -que deu à empresa a liderança do setor ao superar a concorrente americana GM (General Motors).
“Os resultados se devem à significativa queda nas vendas de veículos, especialmente nos Estados Unidos e na Europa, à rápida valorização do iene em relação ao dólar e ao euro, assim como ao aumento das matérias-primas”, disse Watanabe, presidente da Toyota.
Pelas perspectivas atuais da montadora, no ano fiscal atual (que começou em 1º de abril e acaba em março que vem) as vendas de veículos devem encolher em torno de 1 milhão de unidades. O volume da queda é quase o total de veículos vendidos pela empresa no mundo entre janeiro e fevereiro deste ano.
Watanabe afirmou que, a partir de agora, a Toyota terá de enfrentar a crise com “perseverança”. “Este é o momento de unirmos nossas forças. Ao invés de corrermos para fechar fábricas, nós teremos de perseverar”, disse ele, em entrevista coletiva em Tóquio.
Ao contrário do que ocorreu com montadoras como as americanas General Motors, Chrysler e Ford -três das gigantes do setor automotivo mundial-, a Toyota não anunciou o fechamento de nenhuma de suas fábricas. Mas a empresa já cortou sua produção em 45%, entre janeiro e março deste ano, além de demitir mais de 6.200 funcionários temporários no Japão.

Redação

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