Trabalhadora do PIM ganha 40% menos que homens, diz sindicalista

Em: 8 de setembro de 2015
A CNTI e a Nova Central Sindical de Trabalhadores realizam no próximo dia 6, um ciclo de palestras gratuitas sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher comemorado em 8 de março
https://www.jcam.com.br/ppart03032009.jpg
A CNTI e a Nova Central Sindical de Trabalhadores realizam no próximo dia 6, um ciclo de palestras gratuitas sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher comemorado em 8 de março

A CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores realiza no próximo dia 6, sexta-feira, na Casa do Trabalhador, localizada na rua Marcílio Dias, nº 256, Centro, a partir das 14h, um ciclo de palestras gratuitas sobre o papel da mulher no mercado de trabalho, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Quem for ao evento poderá também participar de debates e terá direito a certificação.
As discussões do encontro emplacam temas como “Mulher e Mercado de Trabalho, “Organização Sindical e Direitos”, “Valores e Posturas no Trabalho” e um dos objetivos da iniciativa, de acordo com o secretário regional Norte da CNTI e presidente da Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção do Estado do Amazonas, Francisco Costa Mazinho, é encaminhar os resultados dos debates ao Congresso Nacional a fim de incentivar ­políticas públicas as quais possam melhorar a situação da mulher no mercado de trabalho e, portanto, na sociedade.
O público-alvo do evento são líderes sindicais, entidades de classe, representantes do governo nas esferas municipal e estadual, assim como trabalhadoras do Distrito Industrial de Manaus. Segundo Mazinho, a intenção é fazer do encontro um propagador dos direitos da mulher com a meta de garantir novas oportunidades e minimizar as diferenças existentes entre homens e mulheres. De acordo com o dirigente, as colaboradoras das fábricas do distrito sofrem hoje com o pré-conceito ditado pelo mercado de trabalho, pois recebem cerca de 40% a menos do que os homens com funções equivalentes. “O objetivo é que formemos multiplicadoras e formadoras de opinião”, disse.
Na visão do sindicalista, um dos fatores que agravam a situação desfavorável das trabalhadoras no Amazonas é que tanto governo quanto empresas promovem, de forma histórica, qualificação exclusivamente voltada para o público masculino. Perguntado se o governo e as empresas fazem distinção de sexo quando realizam cursos voltados para o PIM, ele afirmou que o público feminino, no mínimo, não é incentivado e que uma das soluções para aumentar a participação das mulheres em treinamentos e, por sua vez, na economia local, é direcionar tais iniciativas para elas. “As mulheres passam muito tempo na mesma função e não recebem incentivo para crescer. Elas vão para as linhas de montagem e os homens ocupam cargos de gerência”, criticou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar