Trabalhadores buscam 13° na informalidade

Em: 22 de dezembro de 2011
Nessa época do ano todo mundo corre atrás do dinheiro. Contar apenas só com a última parcela do décimo terceiro, às vezes, não é o suficiente
Nessa época do ano todo mundo corre atrás do dinheiro. Contar apenas só com a última parcela do décimo terceiro, às vezes, não é o suficiente

Nessa época do ano todo mundo corre atrás do dinheiro. Contar apenas só com a última parcela do décimo terceiro, às vezes, não é o suficiente. Por esse motivo algumas pessoas optam pela famosa caixinha de Natal como uma tentativa de obter alguns cifrões a mais nesse período. O dinheiro que entra muitas vezes já tem destino certo.
O líder de portaria de um edifício comercial do Centro de Manaus, Valmir Silva, revela que com o dinheiro da caixinha terá uma ceia de Natal diferente. “Geralmente conseguimos tirar uma média R$ 120 da caixinha. Esse ano quero comprar um quilo de bacalhau com o dinheiro”, afirmou.
O valor que cada pessoa pode colocar nas caixinhas de Natal varia pelo fato de a doação não ser obrigatória. O funcionário de uma lanchonete da região central da capital, Farid Oliveira, diz que a participação dos clientes com a caixinha tem aumentado com o passar dos anos e que o gesto não é mais visto como uma doação e sim uma forma de agradecimento pelo serviço prestado.

Vale-tudo

Além das caixinhas de Natal espalhadas pelo comércio, há quem tente ‘turbirnar’ a renda oferecendo serviços na informalidade. São mais pessoas vendendo bombons dentro de ônibus, garrafas de água nas ruas e até vigiando carros. Basta dar uma volta pelas principais avenidas da cidade que essa massa de trabalhadores informais estará lá tentando ganhar o pão de cada dia.
Até tentar conseguir uma entrevista com eles é difícil. Para quem, por exemplo, ganha a vida vendendo bebidas e ‘bugingangas’ nos semáforos de Manaus não se pode perder tempo. São apenas alguns segundos que poderão definir se a venda irá acontecer ou não.
Junior Alves está nessa rotina há cinco anos na avenida André Araújo, zona Sul. Ele que vende carregadores para celular e mata mosquito avalia que os motoristas não estão muito solidários em dezembro. Até a caixinha de Natal o vendedor ambulante criou para obter uns trocados. “Infelizmente, este mês está é dando menos para mim. As pessoas não estão comprando”, lamentou o rapaz.
Já o flanelinha Orivaldo Tavares comemora a época. Diferente de Alves, ele diz que o movimento está bom. Segundo ele, quem se esforça mais nessa época do ano pode tirar até R$ 1.200 no final do mês. É claro que ele não vive só de vigiar veículos, o flanelinha aproveita os clientes para lavar os carros que estão estacionados. “Nunca consegui trabalho de carteira assinada e não tenho vergonha de ser flanelinha. O que não pode é você ficar por aí roubando e matando”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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