Trabalhadores do polo de duas rodas ameaçam fazer greve relâmpago

Em: 29 de julho de 2010
A paralisação visa garantir aumento de 15% no salário médio do industriário –entre ganho real e reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)–, além do cumprimento da licença-maternidade, que é de 180 dias
A paralisação visa garantir aumento de 15% no salário médio do industriário –entre ganho real e reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)–, além do cumprimento da licença-maternidade, que é de 180 dias

O Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas promete promover amanhã uma greve relâmpago no segmento de duas rodas do PIM (Polo Industrial de Manaus), envolvendo 40 mil trabalhadores, caso não consigam entrar num acordo com as indústrias do polo até hoje.
A paralisação visa garantir aumento de 15% no salário médio do industriário –entre ganho real e reajuste pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)–, além do cumprimento da licença-maternidade, que é de 180 dias. Os trabalhadores reivindicam ainda o cumprimento do exercício das 40 horas semanais de trabalho. As empresas, em contrapartida, oferecem apenas a correção pelo INPC, o equivalente a 4,5%.

Forma de advertência

Na manhã de ontem, em torno de 1.500 funcionários da fábrica Showa cruzaram os braços por cerca de uma hora e meia como forma de advertência. A empresa fornece insumos para a Moto Honda e Yamaha. As empresas afirmam que ainda não têm possibilidade de conceder o aumento reivindicado pelos trabalhadores, pois ainda estão se recuperando dos efeitos da crise de 2008/2009, apesar dos seis meses de isenção em 25% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) concedidos pelo governo estadual ao segmento de duas rodas.
Para o vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Athaydes Mariano Felix, o valor exigido pelos trabalhadores deve ser repensado, já que outros pontos da negociação também demandam prioridade. “As negociações estão caminhando para um consenso que com certeza agradará a todos”, amenizou.
A categoria deve fazer uma assembléia geral hoje, às 18 h na sede do sindicato, localizada na avenida Duque de Caxias, Praça 14, zona sul. Caso as negociações não avancem, a paralisação dos trabalhadores está prevista para as primeiras horas de amanhã.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar