Trabalho formal dobra em dez anos

Em: 20 de dezembro de 2012
De acordo com o Censo 2010, o número de trabalhadores no Amazonas que trabalham de carteira assinada aumentou de 205 mil –em 2000– para 429 mil no ano da pesquisa
De acordo com o Censo 2010, o número de trabalhadores no Amazonas que trabalham de carteira assinada aumentou de 205 mil –em 2000– para 429 mil no ano da pesquisa

De acordo com o Censo 2010, o número de trabalhadores no Amazonas que trabalham de carteira assinada aumentou de 205 mil –em 2000– para 429 mil no ano da pesquisa. Para especialistas, os números superam o crescimento normal da população.
No total, o número de pessoas ocupadas passou de 870 mil em 2000 para 1,3 milhão em 2010, uma evolução de 52%. O crescimento também refletiu na posição da ocupação, em que a maioria (55%) era empregada em 2000; passando a 62% em 2010. Ao todo, eram 816 mil pessoas empregadas no último censo.
Segundo o estudo, os empregados foram divididos em categorias. O percentual dos trabalhadores com carteira assinada (que representavam 32% do total em 2010), foi o que mais cresceu em dez anos, com elevação de 109% em relação a 2000. Já os empregados sem carteira de trabalho assinada, passaram de 195 mil (22%) em 2000 para 297 mil (22%) em 2010; mantendo o mesmo percentual, mas aumentando em 51% o quantitativo de um censo para o outro.
Os trabalhadores autônomos aumentaram 30% no Amazonas, com 333 mil empreendedores – no censo anterior o número era de 255 mil. Outra posição que aumentou consideravelmente (87%) foram os trabalhadores para o próprio consumo.
Já a taxa de desocupação, considerando os desempregados em relação aos economicamente ativos, foi de 9,7%. O que significava que na data de referência do Censo haviam 142 mil amazonenses desocupados. Destes, 44% eram homens e 56% eram mulheres.
Os municípios que apresentaram as maiores taxas de desempregados foram Barcelos (16%), Nhamundá (14%) e Japurá (12%). Entre os que tiveram as menores taxas de desempregados, cita-se São Sebastião do Uatumã (1,6%), Guajará (3,4%) e São Paulo de Olivença (3,5%). (Tabela 3573 Sidra).

Salário do amazonense

O valor do rendimento nominal médio mensal chegou a R$ 647,69 em 2010. Já quando se considera apenas aquelas pessoas que tinham rendimentos, o valor médio passa a R$ 1.166,76. Já o rendimento nominal médio domiciliar foi de R$ 2.200,60 e o rendimento domiciliar per capita alcançou R$ 681,84.
Um aspecto negativo observado no estudo é que 17% dos domicílios tinham rendimento nominal mensal de até um salário mínimo. Isso representa, aproximadamente, 139 mil domicílios. Além disso, outros 9% (75 mil domicílios) não tinham rendimentos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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