Transações correntes registram déficit de US$ 1 bi em novembro

Em: 22 de dezembro de 2008
No mês passado, as remessas de lucros e dividendos somaram US$ 1.4116 bilhão. Os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 2.179 bilhões. Os investimentos em ações e títulos registrou saída de US$ 1.957 bilhão
No mês passado, as remessas de lucros e dividendos somaram US$ 1.4116 bilhão. Os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 2.179 bilhões. Os investimentos em ações e títulos registrou saída de US$ 1.957 bilhão

No mês passado, as remessas de lucros e dividendos somaram US$ 1.4116 bilhão. Os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 2.179 bilhões. Os investimentos em ações e títulos registrou saída de US$ 1.957 bilhão. O balanço de pagamentos registrou déficit de US$ 6.8 bilhões em novembro e soma US$ 8.536 bilhões no ano.
A conta é formada pelo superávit da balança comercial (US$ 1.613 bilhão), pelas transferências unilaterais (US$ 420 milhões) e pelos serviços e rendas (US$ 3.063 bilhões). Os investimentos estrangeiros no setor produtivo do país devem cair 25% em 2009 em relação ao resultado esperado para este ano, segundo previsões divulgadas pelo Banco Central.
A previsão para 2008 é de uma entrada de US$ 40 bilhões. Até novembro, já entraram no país US$ 36.9 bilhões. O resultado surpreendeu o BC, que previa antes um resultado positivo de US$ 35 bilhões. Para o ano que vem, a previsão caiu de US$ 33 bilhões para US$ 30 bilhões. Se confirmado, o resultado ficará 25% abaixo do projetado para este ano. Os investimentos estrangeiros em ações e títulos públicos devem terminar esse ano em US$ 5.5 bilhões (o BC chegou a prever US$ 22 bilhões antes da crise). Até novembro, o país registra uma entrada de US$ 6.8 bilhões.
Para 2009, o BC mudou a previsão de uma entrada de US$ 15 bilhões para uma saída de US$ 3 bilhões. Isso significa que os estrangeiros vão tirar mais dinheiro desses investimentos em dezembro e no próximo ano.
Apesar da saída de dinheiro dos investidores estrangeiros, o BC prevê que a crise vá melhorar as contas externas do Brasil, devido principalmente à redução das remessas de lucros das multinacionais para fora do país.
Em 2008, as remessas de lucros e dividendos devem ficar em US$ 33.7 bilhões (já foram enviados US$ 30.7 bilhões até novembro). No próximo ano, devem cair para US$ 20 bilhões. Antes da crise o BC previa uma remessa de US$ 30 bilhões em 2009.
Outro fator que afeta as contas externas são as exportações brasileiras, que devem cair de US$ 200 bilhões neste ano para US$ 193 bilhões em 2009, segundo o Banco Central. Já as importações devem subir de US$ 176.5 bilhões para US$ 179 bilhões.
Com isso, o superávit na balança comercial (diferença entre exportações e importações), deve cair de US$ 23.5 bilhões para US$ 14 bilhões.
Esses dois resultados são os principais componentes das transações correntes, que registram as transações do país com o exterior e servem como uma medida da vulnerabilidade externa do país.
Nesse ano, o país deve registrar um resultado negativo de US$ 29.6 bilhões, o primeiro déficit desde 2002. Até novembro, o resultado já está negativo em US$ 25.8 bilhões. Para 2009, no entanto, o BC reduziu a previsão para o déficit de US$ 33.1 bilhões para US$ 25 bilhões.
A desvalorização do real em relação ao dólar e os efeitos da crise econômica no exterior derrubaram os gastos em viagens internacionais e também as remessas de brasileiros que moram fora do país.
Segundo dados do Banco Central, os turistas brasileiros gastaram US$ 568 milhões fora do país em novembro, menor valor desde março de 2007. Na primeira metade de dezembro, o Banco Central registrou gastos de US$ 385 milhões.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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