Travessia e preço nas balsas da Ceasa impedem desenvolvimento

Em: 29 de janeiro de 2009
Um grande entrave para aqueles que utilizam esse meio de transporte está na demora, no número de balsas que não atende ao grande volume de carros e o custo de R$ 20 para ir e o mesmo valor para voltar
Um grande entrave para aqueles que utilizam esse meio de transporte está na demora, no número de balsas que não atende ao grande volume de carros e o custo de R$ 20 para ir e o mesmo valor para voltar

A radiografia feita pela Cdiapa (Comissão de Desenvolvimento do Interior, Agropecuária, Pesca e Abastecimento) da ALE (Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas), mostra entre outras importantes questões que impedem a chegada do desenvolvimento à grande extensão do interior, a travessia de balsas que ligam Manaus ao Careiro Castanho, Autazes e Manaquiri.
Um grande entrave para aqueles que utilizam esse meio de transporte está na demora, no número de balsas que não atende ao grande volume de carros e o custo de R$ 20 para ir e o mesmo valor para voltar, considerada para os usuários uma grande sangria no bolso.
“A solução definitiva para a questão da travessia em pauta, só virá a médio e longo prazo, enquanto isso, devese encontrar meios para humanizar esse serviço o mais urgente possível”.
A opinião é compartilhada pelo presidente da Cdiapa, deputado Walzenir Falcão (PTB) e pelo deputado federal Silas Câmara (PSC), que embora em período de recesso parlamentar, quando é recomendável viajar para esses municípios para visitar as comunidades interioranas encontram as mesmas dificuldades para realizar a travessia.
Ao visitarem os municípios de Autazes, Manaquiri e Castanho os deputados Falcão e Câmara constataram porque a travessia é o maior responsável por impedir que o desenvolvimento chegue àquela região. “Quem perder a balsa das seis horas da manhã, que abre o serviço, só vai atravessar as 11 horas. Existe alternância de horários e dias, sem que os usuários tenham conhecimento. Isso sem falar no padrão de atendimento longe do ideal para atrair turistas”, lamentou o parlamentar estadual.
O deputado Walzenir Falcão anunciou que ao lado de Silas Câmara vão buscar meios que permitam reduzir o tamanho do problema, pois não é admissível que somente duas balsas executem o trabalho quando a demanda exige mais que o dobro.
O preço cobrado tanto na ida como volta também deve ser revisto, pois o certo é pagar somente uma vez. Os prefeitos dos três municípios apelaram por ações dos dois parlamentares para que a região possa sair desse isolamento para poder se desenvolver.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar