Trimestre registra queda no índice de confiança do comércio, aponta FGV

Em: 14 de outubro de 2011
Um novo indicador de confiança do comércio, lançado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Banco Central, mostra que as expectativas desse setor vêm se mantendo, desde maio deste ano, em níveis inferiores ao observado no ano passado
Um novo indicador de confiança do comércio, lançado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Banco Central, mostra que as expectativas desse setor vêm se mantendo, desde maio deste ano, em níveis inferiores ao observado no ano passado

Um novo indicador de confiança do comércio, lançado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) em parceria com o Banco Central, mostra que as expectativas desse setor vêm se mantendo, desde maio deste ano, em níveis inferiores ao observado no ano passado. A FGV já possui sondagens de confiança para a indústria, consumidor e serviços.
Entre julho e setembro, houve redução de 1,6% no Índice de Confiança do Comércio na comparação com o mesmo período do ano anterior. A redução é menor do que a observada no trimestre imediatamente anterior, entre junho e agosto, quando a queda foi de 2,7% na comparação com o mesmo período de 2010.
“Esses resultados nos mostram que o comércio vem operando em ritmo menos intenso do que no ano passado, mas que ainda vem considerando um nível de demanda forte”, observou Aloisio Campelo, economista da FGV.
A nova pesquisa abrange 17 segmentos, incluindo atacado, varejo, automóveis, motos, peças e materiais de construção. Para o levantamento, de acordo com a FGV, 1.272 empresas foram ouvidas. Desses segmentos pesquisados, houve melhora da confiança em nove deles e piora em oito, na comparação entre setembro com agosto.
O Índice de Confiança do Comércio é composto por dois outros indicadores: o Índice da Situação Atual, que mede as expectativas dos comerciantes em relação à demanda dos consumidores, e o Índice de Expectativas, que mede as tendências de negócios para os próximos seis meses e as expectativas de vendas para os próximos três meses.
O Índice da Situação Atual para o trimestre terminado em setembro (a FGV recomenda a comparação trimestral dos dados) foi 4% inferior ao mesmo período de 2010.
Em média, 20,3% das empresas consideravam a demanda como forte, e 18,9% apontavam a demanda como fraca. Já o Índice de Expectativas fechou o trimestre terminado em setembro estável na comparação com o mesmo período do ano passado.

Nova pesquisa

Os indicadores são medidos em pontos, que variam de 0 (maior pessimismo) a 200 (maior otimismo). A expectativa da pesquisa é monitorar e antecipar tendências econômicas, com base em informações prestadas pelos próprios empresários do setor. Até o fim deste ano, o BC e a FGV devem lançar uma nova pesquisa, que vai apresentar o levantamento da situação na construção civil.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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