A desilusão de um povo não se mede somente pela intolerância ou falta de atitude, mas principalmente por sua incapacidade de reagir decorrente de vários aspectos: alguns oriundos do atual “status quo” onde assistimos inertes 27 milhões de seres humanos viverem abaixo da linha de pobreza e outros provenientes da classe política que alimenta esta situação com dinheiro de campanha como forma de usufruir dos cofres públicos. Assim, não é sem razão que temos o segundo Congresso mais oneroso do mundo e, indiscutivelmente, o mais corrupto do planeta, além de um STF humilhado e acusado de ser uma “instituição a serviço de bandidos e corruptos”. O povo não é burro de carga de uma Nação dilapidada. Se a Ministra Carmen Lúcia sabe muito, que o diga e não se alie aos que protegem comparsas que prolatam decisões anti-patrióticas.
Afinal, como não se desiludir se ainda temos estupros, drogas, invasões, assaltos aos cofres públicos e a consequente impunidade, atestando que o crime compensa? Para que liberdade se somos reféns da bandidagem instituída? Quantas mentiras, quantas canalhices advirão até que o povo tenha sua dignidade recuperada? Será que nossos jovens terão auto-estima suficiente para virarem o jogo?
Somos sim um povo desiludido com o presente e em busca de outros destinos que começará pela execração dos políticos por nos terem conduzidos a sentirmos vergonha das instituições. Hoje sabemos que no Congresso e no STF uns fazem teatro; outros esquecem da moral e do decoro e outros vivem das torpezas de seus atos.
A classe produtiva encontra-se exaurida após anos intermináveis de crises, de corrupção sistêmica, de retrocesso nas conquistas e de falta de vergonha na cara dos políticos bandidos que tripudiam sobre os interesses da população e da própria Nação. Para onde iremos ou para onde caminhará a Nação já desmoralizada no exterior?
Mas sempre depararemos com os otimistas de plantão, como o Ministro Fazenda que acabara de declarar: “Com muita capacidade ociosa, a economia brasileira ainda tem espaço para crescer por algum tempo, mas a partir de 2019 será preciso cuidar mais do investimento produtivo” . Logo, no próximo governo o aumento do consumo terá de puxar a expansão econômica, uma vez que se acredita que haverá aumento de produção não dependente do investimento produtivo. Lamentável que o Ministro aborde o tema de forma genérica, esquecendo-se das deficiências nas áreas de logística onde temos vários sistemas que deixam a desejar: ferrovias, hidrovias, portos e armazéns, além das péssimas rodovias. Nossa logística é pobre, cara e insuficiente, acrescentando-se a corrupção e a incompetência administrativa.
Afinal, onde se encontram os habitantes do Senado que irão completar oito anos e nada fizeram em benefício da Nação, da classe produtiva e do povo brasileiro? Mas legislar em causa própria vem em primeiro lugar, tanto que acabam de propor 236 emendas à MP, visando adiar para 2019 o aumento da alíquota do desconto previdenciário que sofrerão de 14%. “Não levam em conta a penúria do Tesouro nacional e ainda desdenham do esforço que todo o País faz para superar a crise”, conforme Estadão. Com certeza nunca pensaram em competitividade, o que é vergonhoso. Por isso, não merecem ser reeleitos, cabendo ao povo trocá-los nas próximas eleições.
Albert Einstein já dizia: “Não tentes ser bem sucedido, tente antes ser um homem de valor”.






