Trump e Xi Jinping anunciam redução de tarifas em novo passo para aliviar tensões comerciais

Em: 30 de outubro de 2025
Segundo Trump, as taxas sobre produtos chineses caíram de 57% para 47%.
Donald Trump em encontro com Xi Jinping — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein
Donald Trump em encontro com Xi Jinping — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que fechou um acordo com Xi Jinping, presidente da China, para reduzir tarifas sobre produtos chineses na quinta-feira (30).

Segundo Trump, as taxas sobre produtos chineses caíram de 57% para 47%. Em troca, Pequim deve:

  • retomar a compra de soja americana;
  • manter o fluxo de exportação de terras raras;
  • e combater o comércio ilícito de fentanil.

Os dois se reuniram em uma base aérea na cidade de Busan, na Coreia do Sul, para discutir uma possível trégua na guerra comercial. A reunião, primeira entre os dois líderes desde o retorno de Trump à presidência em janeiro, durou quase duas horas.

Já os tributos impostos sobre produtos relacionados ao fentanil passaram de 20% para 10%. Trump também disse que o país asiático vai comprar “quantidades enormes” de soja e outros produtos agrícolas.

Trump afirmou que Xi prometeu uma “ação firme” sobre a exportação das substâncias usadas para produzir fentanil. A China pediu a redução de tarifas sob o argumento de que já havia intensificado a fiscalização no país.

“Eu achei que foi uma reunião incrível”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, logo após deixar Busan.

Sobre o fornecimento de terras raras, o republicano afirmou que os dois fecharam um acordo renovável de um ano.

“Todas as questões sobre terras raras foram resolvidas, e isso é para o mundo”, disse Trump.

O presidente americano falou ainda que os países “trabalharão juntos” para resolver a guerra da Ucrânia.

Já no caminho de volta para os Estados Unidos, Trump afirmou que alguns assuntos não foram abordados. Entre eles, os chips de inteligência artificial Blackwell, da Nvidia. O produto é alvo de tensão entre os países por causa das restrições de exportação impostas pelos EUA.

Após o encontro, o presidente chinês disse, em pronunciamento, que os dois países “não devem cair no ciclo vicioso da vingança” e que os times econômicos das potências chegaram a soluções consensuais para as divergências entre os dois países.

(*)Com informações do G1

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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